Cuiabá, 20/10/2026

Ex-PM chega à delegacia e nega crime: Ela caiu e bateu a cabeça - vídeo

Ao chegar na DHPP, suspeito negou ter assassinado a advogada. Rastreamento de celular e câmeras de segurança ajudaram polícia a identificar suspeito

Luis Vinicius/Rdnews

Ex-policial militar Almir Monteiro dos Reis, ao chegar à Delegacia de Homicídios (DHPP), após ser preso suspeito de espancar e matar a advogada e consultora do Sebrae-MT Cristiane Fonseca Castrillon, 48 anos, negou o crime e disse à imprensa que ela caiu e bateu a cabeça. "Eu não matei, foi um acidente, ela caiu e bateu a cabeça", declarou - assista. 

Conforme informações preliminares, advogada teria sido espancada e asfixiada até a morte. Depois, teve o corpo foi deixado no Parque das Águas, região do Centro Político Administrativo. Apontado como autor da morte, tratada pela Polícia Civil como possível feminicídio, o ex-soldado da PM chegou com a camisa cobrindo o rosto.

Montagem/Reprodução

Investigação

Com base nas informações de rastreamento do celular da vítima, os policiais da DHPP deram início às diligências chegando até o último local em que Cristiane esteve antes de morrer. Trata-se de uma residência no bairro Santa Amália.

Por meio de imagens de câmeras de segurança foi possível ver o veículo da vítima saindo do endereço, na parte da manhã, com o suspeito na direção.

Na residência, os policiais realizaram à abordagem do suspeito, que confessou ter dormido com a vítima, porém apresentou diversas contradições sobre os fatos posteriores e o envolvimento no crime investigado como feminicídio.

Na casa, os policiais da DHPP, do IML e da Criminalística colheram diversos indícios da autoria do suspeito no crime. Diante dos fatos, o investigado foi conduzido à DHPP, onde é interrogado na manhã desta segunda-feira (14) pelos delegados Marcel Gomes de Oliveira e Ricardo Franco e será autuado em flagrante por feminicídio. “Foi um crime bárbaro que ficou caracterizado pelo feminicídio praticado em razão do gênero da vítima, sendo a vítima espancada e asfixiada até a morte pelo fato de ser mulher”, disse Marcel Oliveira.