Cuiabá, 20/09/2026

Galvan chega de trator à PF e diz que quer anular veto a ir à Praça dos 3 Poderes

Presidente da Aprosoja recorre de decisão do STF que o impede de ir à Praça dos 3 Poderes

Anderson de Oliveira - Real TVSinop

Após ter sido alvo de busca e apreensão pela Polícia Federal (PF), determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente da Aprosoja Brasil, Antônio Galvan esteve na sede da PF em Sinop na manhã desta segunda (23). Ele chegou ao local em cima de um trator, com uma bandeira nacional hasteada. No dia da visita da PF, Galvan não foi localizado. Ele deveria entregar o aparelho celular e é apontado como patrocinador de atos antidemocráticos

O #rdnews apurou que o presidente da Aprosoja Brasil não estava intimado para depor nesta segunda e que, por conta disso, não teve oitiva. O presidente da Aprosoja disse a jornalistas que estavam no local que comunicou na sede da PF que estará em Brasília na próxima semana.

“Vamos aguardar sair esse inquérito e já avisei que quarta ou quinta estarei em Brasília e posso dar depoimento direto na PF, enfim, onde desejarem. Envolve a gente em um assunto bom e vamos à luta para preservar o nosso direito e a nossa liberdade”, disse.

Apesar de ter sofrido críticas de ao menos dois ex-ministros da Agricultura, Blairo Maggi e Neri Geller, ele garante que tem o apoio das Aprosojas ao movimento que tenta convocar manifestantes no Dia da Independência em 7 de setembro para demonstrar apoio ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), investigado em 4 inquéritos no Supremo. “São pessoas corajosas que não se entregam”, declarou.

O ministro Alexandre Moraes determinou abertura de inquérito contra Antonio Galvan e mais nove pessoas, entre elas o cantor Sérgio Reis e deputado federal Otoni Moura de Paula Júnior. Para a Procuradoria Geral da República postagens e vídeos, publicados nos últimos dias, mostram que os alvos têm convocado a população, através de redes sociais, a praticar atos criminosos e violentos de protesto às vésperas do feriado de 7/9/2021, durante uma suposta manifestação e greve de “caminhoneiros”.

“A gente está lutando por um país melhor e fomos envolvidos em uma situação na qual a gente não deve. Na verdade, o delegado foi muito simpático, estiveram lá em casa e pelo relato da família, porque a gente não estava, só elogiaram a Polícia Federal pelo comportamento na casa. A gente aqui também foi bem tratado aqui”, afirmou.

Galvan contou ainda que recorreu da decisão de Moraes que determinou que ele e os demais investigados fiquem a pelo menos 1 quilômetro de distância da praça dos Três Poderes, dos ministros do Supremo e dos senadores para evitar a prática de infrações penais e preservação da integridade física e psicológica dos ministros, senadores e servidores.

O único que pode circular pelo local é o deputado federal Otoni para que possa trabalhar. O ministro veta a comunicação entre si deles e manda bloquear as redes sociais dos alvos, que também não poderão ir a eventos em ruas e monumentos no Distrito Federal.