Cuiabá, 25/10/2026

Investigador suspeito de matar idoso deve ser alvo da Corregedoria da Polícia Civil

João Antônio Pinto, de 87 anos, teria reagido à abordagem e acabou morto a tiros

A Polícia Civil emitiu nota, nessa terça-feira (19), afirmando que a Corregedoria aguarda a conclusão do inquérito policial que apura a morte do idoso João Antônio Pinto, de 87 anos, para continuar a investigação contra um investigador da delegacia de Estelionatos de Cuiabá, suspeito de atirar e matar a vítima.

O caso aconteceu no dia 23 de fevereiro de 2024, no Contorno Leste. João era proprietário de uma área de 139 hectares. Segundo apurado, os investigadores teriam ido até o local após receberam a informação de que um homem estaria armado. Ao tentarem realizar a abordagem, o idoso teria reagido, mas acabou baleado e morto.

PJC-MT

Segundo a Polícia Civil, a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) aguarda a conclusão dos laudos periciais requisitados à Politec sobre confronto balístico da arma do policial civil, confronto balístico da arma da vítima, confronto de DNA da vítima na arma e extração de imagens e análise do DVR da chácara.

Após a conclusão do inquérito da DHPP, a Corregedoria vai tomar as medidas cabíveis na esfera disciplinar. “Reiteramos ainda que a Corregedoria Geral acompanhou as diligências iniciais desde o registro da ocorrência e destaca que é imprescindível a conclusão da investigação criminal”, diz trecho da nota.

Confira a nota completa:

"A Polícia Civil informa que o inquérito policial instaurado segue seu curso normal, com todas as diligências de responsabilidade da DHPP realizadas, restando apenas duas oitivas, que foram remarcadas a pedido da defesa da família da vítima.

A DHPP aguarda a conclusão dos laudos periciais requisitados à Politec-MT sobre confronto balístico da arma do policial civil, confronto balístico da arma da vítima, confronto de DNA da vítima na arma e extração de imagens e análise do DVR da chácara.

Em relação à conduta do policial, a Corregedoria Geral da Polícia Civil aguarda a conclusão do inquérito instaurado pela DHPP para que sejam adotadas as providências cabíveis na esfera disciplinar. Reiteramos ainda que a Corregedoria Geral acompanhou as diligências iniciais desde o registro da ocorrência e destaca que é imprescindível a conclusão da investigação criminal, que possui ampla capacidade de coleta de provas, as quais são necessárias para compor e instruir a fase disciplinar".