Jornalista é executado no Centro da cidade com 3 tiros na cabeça e PM tem suspeito
Atualizada às 11h30
O jornalista Ediney Menezes, de 44 anos, foi morto a tiros no Centro de Peixoto de Azevedo (a 691 km de Cuiabá) no final da noite de ontem (15). Ele foi encontrado dentro da Hyundai HB20 dele, na rua Itamar Dias. Em 2019, o profissonal já tinha sido ameaçado e registrou boletim de ocorrência. A Polícia Militar continua em buscas do autor do crime. Conforme testemunhas anônimas e câmeras locais, o principal suspeito seria "Alan Kaká".
Conforme informações do BO, uma moto, modelo e cor não divulgados, veio pela rua Itamar Dias e emparelhou com o carro de Ediney. Um homem efetuou vários disparos contra o jornalista, que morreu com três tiros na cabeça. O crime foi registrado por volta das 22h 30.
Uma equipe da Polícia Militar está no local fazendo o isolamento necessário. Buscas são feitas para tentar prender os envolvidos no crime.
Denuncia de ameaça em 2019
Conforme o boletim de ocorrência do ano passado, a vítima relatou que dividia uma casa com mais cinco pessoas, quando um dos colegas, zangado com a bagunça, teria partido para cima dele com mensagens ameaçadoras. A vítima ainda destacou que o homem "mandou ele sair da casa atá a 00h" caso contrário o arrancaria do local. A vítima, na época, disse estar com medo, pois o colega de casa em questão era usuário de droga. Contudo, o nome do suspeito não é o mesmo nome do homem apontado no BO da execução.
Às 11h30 - Sindicato dos Jornalistas emite nota externando preocupação
Veja íntegra da nota:
"O Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor MT) recebe com extrema preocupação a notícia do assassinato do jornalista Edney Menezes, 44 anos, ocorrida ontem (domingo, 15 de novembro) no município de Peixoto de Azevedo. Ao mesmo tempo, o Sindicato manifesta toda a solidariedade aos amigos, familiares e colegas de profissão do jornalista.
O Sindjor já contatou as autoridades policiais e acompanha a apuração do caso para descobrir a motivação e os culpados pelo assassinato. O Sindjor afirma sua veemente defesa da liberdade de expressão e do trabalho profissional da imprensa, princípios democráticos que vêm sendo tão atacados nos últimos tempos no Brasil.
Novas informações serão divulgadas pelo Sindicato dos Jornalistas até o final do dia."