Jovem denuncia agressão, e servidor da Câmara é exonerado; mãe expõe caso
Jovem de 22 anos relatou ter sido atacado pelo ex-namorado da companheira enquanto dormia no apartamento dela
Um jovem de 22 anos denunciou uma agressão sofrida pelo ex-namorado de sua atual namorada, ocorrida na tarde dessa quinta-feira (5), em Cuiabá. O suspeito apontado pela vítima é servidor da Câmara Municipal da capital e foi exonerado na manhã desta sexta-feira (6), após a exposição do caso.
Montagem/Rdnews
À Polícia Civil, o jovem relatou que estava no apartamento da namorada, no Condomínio Edifício Vitória Régia, localizado na Avenida Fernando Corrêa da Costa, dormindo com a companheira, quando foi surpreendido pelo suspeito.
De acordo com a denúncia, o homem teria acesso ao prédio por meio de identificação facial válida por 24 horas, por ter sido convidado ao endereço no dia anterior, e conseguiu entrar no apartamento, pois a porta havia sido deixada destrancada na manhã dos fatos.
No local, o suspeito passou a desferir golpes contra a vítima, que ficou extremamente machucada após o ataque. Segundo o jovem, o homem teria agido por ciúmes. Conforme boletim, as agressões só foram cessadas após a namorada da vítima interferir na situação.
Nas redes sociais, a mãe da vítima fez um relato emocionado após o filho receber atendimento médico. "Como mãe, eu estou em frangalhos. Recebi a notícia de que o meu filho foi espancado por um cara que é servidor da Câmara de Vereadores. O meu filho apanhou de graça, só porque estava com a namorada e ele é ex-namorado dela. Não aceitou o término dos dois. Chegou, invadiu o apartamento e começou a bater nele. Acabou com o rosto dele", contou.
Em nota, a Câmara Municipal de Cuiabá declarou que o suspeito foi exonerado. "A Câmara Municipal de Cuiabá informa que tomou conhecimento, na manhã desta sexta-feira (6), dos fatos envolvendo um servidor da Secretaria de Apoio Legislativo, relacionados a uma ocorrência registrada fora do ambiente de trabalho. Diante da situação, a Presidência determinou a exoneração do servidor", escreveu a instituição.
O caso é investigado pela Polícia Civil.