Madeireiro é preso suspeito de matar investigador após pergunta sobre política; veja vídeo
Em entrevista preliminar, suspeito alega que atirou na caixa de som que estava próxima
Um madeireiro de 59 anos foi preso temporariamente nessa segunda-feira (26) por suspeita de ser o autor dos disparos que mataram o investigador da Polícia Civil Emilson Ormond Souza, de 56 anos, logo após o resultado das eleições no domingo, em Campo Novo do Parecis (a 402 km de Cuiabá).
Segundo a Polícia Civil, o suspeito foi localizado na fazenda de um dos irmãos, que fica a cerca de 170 km de Campo Novo do Parecis. Os policiais chegaram no local e, momentos depois, o suspeito chegou com sua caminhonete, uma Toyota Hilux prata, e recebeu voz de prisão.
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— RDNews (@_rdnews) October 27, 2026
Ele se entregou espontaneamente, conforme o delegado Guilherme Kaiper, responsável pelas investigações. Houve uma possível resistência apenas no momento em que os agentes tentaram algemá-lo. "Ele se entregou de forma espontânea. Nós nos dirigimos à fazenda. Ele chegou dirigindo a sua picape. Assim que localizou as equipes policiais, ele rapidamente desceu e se entregou", relatou em entrevista ao Portal Campo Novo.
Em conversa preliminar com os policiais, o suspeito teria dito que não tinha objetivo de atirar nas pessoas, mas apenas na caixa de som que estava próxima. “Ele alega que atirou somente na caixa de som. Contudo, nós temos as gravações. Os disparos foram aleatórios, e foram na direção das pessoas, com no mínimo o dolo eventual de acertar essas pessoas. Nada justifica a ação do agressor”, destaca.
O homem será investigado por homicídio doloso qualificado, pela morte do investigador Emilson, e homicídio doloso tentado de, ao menos, três outras vítimas (até o momento identificadas), sendo que duas foram atingidas por tiros de raspão.
A arma utilizada no crime também foi localizada na mata em que ele estava escondido, uma pistola calibre .9mm, com apenas 3 munições. “O que indica que ele deflagrou as demais munições na hora do fato”.
O crime
Segundo a Polícia Civil, o homem passou pelo estabelecimento, fez uma pergunta de cunho político e, após receber a resposta, começou a atirar contra as pessoas que estavam no local. As vítimas tentaram se esconder. Emilson tentou revidar, mas foi atingido no tórax e não resistiu.
O investigador tinha 24 anos de carreira na Polícia Civil, dos quais 20 na Delegacia de Campo Novo do Parecis. Ele deixa quatro filhos.
Em nota, a instituição lamentou a morte de Emilson. “Aos familiares, amigos e colegas de trabalho, a Polícia Civil externa pesar e condolências”, afirmou.