Marido diz que Inês cometeu duplo homicídio porque sofria ameaças - vídeo
Márcio Ferreira Gonçalves nega participação no assassinato de idosos em Peixoto de Azevedo
Márcio Ferreira Gonçalves afirmou, durante audiência de custódia, que a esposa dele, Inês Gemilaki, teria cometido o duplo homicídio em Peixoto de Azevedo (a 691 km de Cuiabá) porque estava sofrendo ameaças. O crime aconteceu no domingo (21) e vitimou os idosos Pilson Pereira da Silva, de 65 anos, e Rui Luiz Bogo, de 71 anos.
Além de Márcio, outras três pessoas foram presas por envolvimento no crime. São elas: Inês Gemilaki e seu filho, o médico Bruno Gemilaki Dal Poz, e Eder Gonçalves Rodrigues, irmão de Márcio.
"Até então eu não sabia do crime, eu não estava junto. Fui saber depois que aconteceu tudo. Daí eu fiquei com medo, porque achei que eram as pessoas que estavam ameaçando a minha esposa. Tinha gente ameaçando ela [Inês], por isso aconteceu tudo isso", disse Márcio.
Márcio reforçou na audiência de custódia que foi confundido pelo irmão. Ele ainda alegou que fugiu para Alta Floresta - onde foi preso - por medo. “Eu só saí de Peixoto porque eu estava com medo de lá”, alega.
A versão de Márcio é parecida com a que a cunhada dele, esposa de Eder, contou para a polícia. Conforme a mulher, Márcio teria saído mais cedo de uma festa onde todos estavam e foi para casa trabalhar em sua oficina. Ele só teria ficado sabendo do crime após o ocorrido.
“Esses indivíduos são acusados de terem cometido dois homicídios, duas tentativas de homicídios, bem como o crime de associação criminosa”
Delegada Ana Paula MarienNo entanto, segundo a Polícia Civil, Márcio teria ficado na caminhonete, do lado de fora da residência, aguardando para dar fuga ao trio. Inês e Bruno invadiram o imóvel e são os principais suspeitos do crime, tendo Eder como suspeito de dar apoio.
Conforme a delegada Ana Paula Marien, os quatro investigados podem responder por dois homicídios, duas tentativas de homicídios e associação criminosa. O caso segue sob investigação para apurar o grau de participação de cada um dos presos.
“Hoje, quatro suspeitos foram presos em razão do violento crime que aconteceu na tarde de domingo, aqui em Peixoto de Azevedo. Esses indivíduos são acusados de terem cometido dois homicídios, duas tentativas de homicídios, bem como o crime de associação criminosa”, afirmou a delegada Ana Paula Marien.
Apesar das prisões, as investigações continuam para averiguar em que circunstâncias e intensidade cada um teria participado do atentado. “Foi cumprida contra eles a prisão preventiva decretada pelo Poder Judiciário. As investigações continuam para que todas as diligências sejam feitas e os elementos de informação sejam reunidos e encaminhados ao Ministério Público e Poder Judiciário”, disse.