Membro do CV confessa ter matado empresário, mas não revela motivação
Igor Spinosa, de 25 anos, foi preso ontem (10) pela Delegacia de homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), apontado como executor do empresário Toni da Silva Flor, de 38 anos. O crime ocorreu há exatamente um ano, em de 11 de agosto de 2020, em frente a uma academia, em Cuiabá. Contudo, diferente do que tinha sido levantado no início das investigações, Toni não teria sido confundido com um suposto policial rodoviário federal.
O suspeito confessou o crime afirmando ter sido o autor dos disparos, mas não revelou a motivação, que ainda está sendo esclarecida. Há a suspeita de que existe um mandante do crime.
O delegado Marcel Oliveira explica que a história da vítima ser confundida com outra pessoa foi dita pelo próprio empresário, quando pediu socorro na academia. "Essa história nunca existiu, ela foi ventilada pela própria vítima no momento em que foi socorrida. Toni havia dito a um amigo que não devia nada a ninguém e que provavelmente estavam atrás do policial rodoviário federal que seria parecido com ele. O bandido confessou que era Toni que ele queria matar, mas não disse qual seria o motivo”.
Reprodução
Igor é um velho conhecido da Polícia Civil. Ele já foi preso em 2017 em ação da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos Automotores (Derrfva) pelos crimes de roubos de veículos, receptação, adulterações de sinais identificadores, associação criminosa, praticados na Capital. O suspeito confesso da execução é apontado como membro do Comando Vermelho. O caso segue sob investigação.
O delegado frisou que as investigações não pararam até que a DHPP prendesse o suspeito. "Há um ano não paramos um dia sequer. Ele confessou que foi o autor dos tiros e ficou em silêncio o restante do depoimento", disse Marcel Oliveira.
A mãe do empresário, Leonice da Silva Flor, de 68 anos, encontrou Igor na porta da DHPP. Ao ver o assassino descer do camburão da viatura, algemado na frente da delegacia, a idosa questionou a motivação do crime ao homem.“Ergue a cabeça para te verem, seu vagabund*. Fala por que você fez isso? Agora chegou a sua vez”, disse Leonice.