Menina de 2 anos foi morta por asfixia; pais seguem presos em Sinop
Em depoimento, os pais da criança, sendo uma adolescente de 17 anos e um jovem de 20, disseram não saber o que aconteceu; caso segue sob investigação
A menina de 2 anos que morreu na manhã de domingo (20) depois de dar entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) André Maggi, em Sinop (a 500 km de Cuiabá), com sinais de desnutrição, foi morta por asfixia. A informação foi confirmada ao #rdnews pelo delegado Bráulio Junqueira, responsável pelo caso. A mãe, de 17 anos, e o pai, de 20, seguem detidos por homicídio qualificado.
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Conforme o delegado, a causa da morte foi uma asfixia mecânica aguda causada por constrição no pescoço. Em depoimento, os pais negam o crime. “Eles não falam, eles não sabem o que aconteceu. Dizem que a criança estava lá e depois a encontraram morta”, diz Junqueira.
Ainda segundo o delegado, a família vivia em um local sem condições adequadas de higiene. A criança, que já apresentava um problema cerebral, sofria de desnutrição, com falta de alimentação adequada e cuidados insuficientes.
Conforme Junqueira, não há informações se os dois eram usuários de drogas. No imóvel onde moravam, foi encontrada apenas uma porção de maconha. Os investigadores ainda vão conversar com familiares dos suspeitos para esclarecer mais detalhes.
Enquanto isso, os dois seguem detidos. A mãe foi autuada pela prática de ato infracional análogo aos crimes de homicídio qualificado e maus-tratos contra menor de 14 anos. O pai foi autuado em flagrante pelos crimes de homicídio qualificado e maus-tratos contra menor de 14 anos.
O caso
Como já publicado pelo #rdnews, a menina deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) André Maggi, em Sinop com sinais de desnutrição e condições inadequadas de higiene.
A equipe médica da UPA foi quem acionou a Polícia Civil, após a criança dar entrada em parada cardiorrespiratória. Conforme os profissionais de saúde, a criança já apresentava sinais clínicos de óbito havia pelo menos uma hora.
À polícia, os pais informaram que a menina estava viva durante a madrugada. No entanto, entre as 5h e 6h de domingo, perceberam que ela não respondia. Logo depois, por volta das 7h, procuraram a unidade de saúde.
Já a equipe médica informou que a criança possuía histórico de internação recente, ocasião em que já apresentava sinais de desnutrição e havia acionamento do Conselho Tutelar.
Diante das circunstâncias, a equipe médica levantou a possibilidade de morte relacionada à negligência ou à ausência de cuidados adequados, não sendo possível determinar, naquele momento, a causa do óbito. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para exame de necropsia.
O caso segue sendo investigado.