Não quis fazer mal, diz procurador da AL suspeito de agredir garota de programa
Homem também nega que tenha mantido mulher presa e que a todo momento a porta do quarto esteve aberta
Reprodução
O procurador da Assembleia, Benedito Cesar Correa Carvalho, 53 anos, disse em seu depoimento à Polícia Civil que “não quis fazer mal” à garota de programa, que ele contratou na madrugada deste sábado (19). Ele foi detido suspeito de ter agredido e mantido a profissional do sexo em cárcere privado.
A oitiva foi presidida pelo delegado Gilson Silveira do Carmo. À autoridade policial, o procurador revelou que é usuário de drogas e que em nenhum momento prendeu a vítima em seu apartamento, localizado no Edifício Residencial Moinho de Vento, no bairro Aráes, em Cuiabá.
“Que conhecia já a moça envolvida no evento; Que em nenhum momento quis fazer nenhum mal a ela; Que apenas convidou-a para um programa, e não tinha nenhuma má intenção; Que nega que tenha mantido-a em cárcere privado, a todo momento a porta do quarto esteve aberta e reitera que não fez e não tinha nenhuma intenção de fazer mal a ela; Que declara ser usuário de drogas”, diz trecho do depoimento em que a reportagem teve acesso - veja trecho do depoimento.
Reprodução
Benedito foi detido na madrugada de sábado. Com ele, os policiais encontraram uma porção de cocaína e uma faca de fio reto com cabo de madeira - veja trecho do BO.
Reprodução
A vítima acusa o procurador de agressão e cárcere privado. Após o depoimento, ele foi liberado pelo delegado.
Afastado
O procurador foi afastado de imediato do cargo pelo procurador-geral da AL, Ricardo Riva. Em nota, o chefe da Procuradoria anunciou que será aberto processo administrativo disciplinar (PAD) para investigar a reprovável conduta do procurador do quadro efetivo da AL. “A Procuradoria-Geral se coloca à disposição para prestar assistência à vítima no que for necessário”.
Benedito foi empossado procurador em agosto de 1999. Ganha mensalmente R$ 40 mil.