Pastor preso por abusar de 8 meninos diz que defeito é ser bom para as crianças
Polícia Civil
Pastor Justino Ireno da Costa é preso acusado de abusar sexualmente de pelo menos 8 meninos. Ele negou os crimes
Em depoimento o pastor Justino Ireno da Costa, 53 anos, preso no final da tarde desta terça (28), pela Polícia Civil no bairro Mangabeira, em Várzea Grande, negou que tenha abusado sexualmente de pelo menos oito meninos. Ele destacou ainda que o único defeito dele, é ter sido “bom para as crianças”.
“Nesses casos de pedofilia o suspeito sempre nega o crime. Mesmo lendo o depoimento de um menino de 8 anos que contou com riqueza de detalhes, ter feito sexo com ele e que para isso, recebeu R$ 30 reais, ele negou”, contou o delegado Cláudio Álvares Santa’Ana.
O crime hediondo veio à tona depois que a mãe de dois meninos notou atitudes estranhas e procurou a delegacia. Segundo o delegado as investigações começaram em fevereiro quando a mãe procurou relatando o ocorrido com os meninos. "Nos depoimentos as crianças contavam como ocorriam os abusos. Mas uma das coisas mais interessantes eram que sempre diziam. Eu não fiz sexo com ele, mas fulano e fulano fizeram. E a situação se repetia com os outros. Isso mostra a vergonha que eles tem de contar se realmete teve a conjução carnal", falou.
Cláudio Álvares destaca que um dos principais motivos do pedido de prisão para o suspeito, foi o medo que os meninos demonstravam durante os depoimentos, uma vez que ele continuava no bairro no convívio das crianças. " Eles falavam assustados sobre a situação. Então para preservarmos as vítimas, a prisão foi o melhor caminho. Assim se houver outras vítimas, elas irão aparecer, assim como vieram novas vítimas após a mãe de dois ter denunciado", ponderou.
O suspeito foi encaminhado para o Centro de Ressocialização de Cuiabá (CRC), o antigo Carumbé, em Cuiabá, em cumprimento de mandado de prisão temporária (30 dias), pelo crime de estupro de vulnerável.
O caso
O suspeito se valia da condição de pastor evangélico para conquistar a confiança dos pais e das crianças e em seguida praticava atos sexuais com as crianças. Em outras ocasiões, praticava sexo com as crianças em troca de dinheiro sempre pagando as quantias de 20, 25 e 50 reais pelos favores sexuais.