Cuiabá, 20/10/2026

PF encontra diamantes na residência do ex-secretário preso por tráfico de drogas

Pelo menos 12 saquinho com muitas pedras preciosas foram  catalogados pelos policiais federais

Annie Souza

 

Diversas pedras de diamante foram apreendidas no apartamento do ex-secretário estadual de Ciência,Tecnologia e Inovação e e pré-candidato a deputado federal   Nilton Borgato (PSD)  por agentes da Polícia Federal, durante a Operação Descobrimento, deflagrada na manhã desta terça (19).  A ação visa desarticular suposta organização criminosa especializada no tráfico internacional de cocaína. Ele supostamente faz parte do esquema.

A PF também apreendeu no apartamento de Borgato U$ 4 mil doláres e R$ 29, 3 mil. 

Pelo menos 12 saquinho com muitas pedras preciosas foram  catalogados pelos policiais federais e serão encaminhados os para Caixa Econômica Federal (CEF) para avaliação. O valor estipulado ainda não foi levantado. Agentes da PF da Bahia, estão vindo a Capital para levar as pedras. Ele foi  preso no Residencial Harmonia,  em Cuiabá.

A reportagem do #rdnews tenta contato com a defesa e o espaço continua em aberto caso queiram se posicionar. 

Agentes da PF cumpriram ordem judicial na residência dele,  na rua Presidente Marques, no bairro Quilombo, na Capital. Há cerca de  7 meses,  politico comemorou e compartilhou nas redes sociais publicação Grupo Especial de Fronteira (Gefron) pela grande apreensão  de  drogas na fronteira de Mato Grosso com a Bolívia, avaliada  em R$ 26 milhões. 

Borgato foi conduzido ao IML para exame de corpo delito. Em seguida, será levado ao sistema prisional, onde ficará à diposição da Justiça.

Operação Descobrimento

Foram cumpridos 43 mandados de busca e apreensão e sete mandados de prisão preventiva nos estados da Bahia, São Paulo, Mato Grosso, Rondônia e Pernambuco. Em Portugal, com o acompanhamento de policiais federais, a polícia portuguesa cumpre três mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva nas cidades do Porto e Braga.

As medidas judiciais foram expedidas pela 2ª Vara Federal de Salvador/BA e pela Justiça portuguesa. A Justiça brasileira também decretou medidas patrimoniais de apreensão, sequestro de imóveis e bloqueios de valores em contas bancárias usadas pelos investigados.