Cuiabá, 12/10/2026

PF faz 2 operações para desmantelar ramificações do Cabeça Branca - veja

Buscas em Cuiabá e cidades do Paraná, São Paulo, Roraima, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina

Arte: Rodinei Crescêncio

Polícia Federal apreende doláres e carros de luxo em endereços ligados ao traficante 

A Polícia Federal de Curitiba deflagrou  as operações Sucessão e Fluxo Capital na manhã de hoje (03) contra familiares do considerado líder do tráfico de drogas da América do Sul Luiz Carlos da Rocha, conhecido como Cabeça Branca. Estão sendo cumpridos mandados em Cuiabá, Curitiba , Matinhos (PR) , Pontal do Paraná (PR) ,Paranaguá (PR), Londrina (PR), Cianorte (PR), São Paulo, Barueri (PR), Boa Vista (RR), Campo Grande (MS), Dourados (MS) e Florianópolis (SC). 

Em Cuiabá, a PF "visitou dois alvos em prédios de luxo da cidade. Foram apreendidos 2 carros de luxo e  dois  carros de luxo 4.800 dólares, o que equivale a aproximadamente R$ 26 mil na cotação de hoje. 

 Durante a s investigações,  foi levantada a movimentação de R$ 4 bilhões pelas empresas controladas direta ou indiretamente por apenas um dos investigados. Foram apreendidos aproximadamente R$ 12 milhões em espécie no curso das investigações.

Os nomes das operações fazem alusão, respectivamente, ao fato de os alvos serem familiares do traficante  Cabeça Branca  e à vultosa quantia de dinheiro movimentada pela organização criminosa.

De acordo com a assessoria de imprensa da PF do Paraná, o objetivo de desarticular organização criminosa que atua com a lavagem de dinheiro do tráfico de drogas entre outros crimes.

A Operação Sucessão é um desdobramento da Operação Spectrum, que resultou na prisão de Cabeça Branca, considerado um dos maiores traficantes de drogas do Brasil.Estão sendo cumpridas medidas judiciais em desfavor de familiares do traficante que o auxiliaram na lavagem do dinheiro de origem ilícita.

A Operação Fluxo Capital, por sua vez, tem por objetivo desmantelar organização criminosa responsável pela lavagem do dinheiro por meio de movimentações milionárias, com a utilização de “laranjas”, empresas de fachada e contadores.

As investigações demonstraram que o grupo não se limitava à lavagem do dinheiro do traficante  Cabeça Branca , tendo relação também com diversas outras organizações criminosas atuantes em território nacional, envolvidas em outros delitos além do tráfico de drogas.

O controle da movimentação do dinheiro era feito por doleiros, donos de casas de câmbio, instalados no Paraguai.

Após o compartilhamento de informações com Secretaria Nacional Antidrogas e com a Fiscalia (Senad) Ministério Público do Paraguai foram cumpridos mandados de busca e apreensão em território paraguaio.

Policiais foram às ruas para cumprir 39 mandados de busca e apreensão e 19 mandados de prisão temporária em seis Estados da Federação, além do cumprimento de sete mandados de busca e apreensão no Paraguai.

Também foram deferidos o sequestro de imóveis, bloqueio de valores em contas bancárias, a suspensão das atividades das empresas envolvidas e das licenças profissionais (CRC) dos Contadores investigados.

Divulgação

PF faz buscas em apartamento em prédio de Luxo em Cuiabá

Prisão

 O  Cabeça Branca, foi preso em Sorriso ( a 340 km de Cuiabá), na manhã de 3 de julho de 2017 . Ele é considerado um dos maiores traficantes da América do Sul. Conforme a Polícia Federal, ele teria feito várias cirurgias plásticas e também usava o nome Vitor Luiz de Moraes para se esconder.

Wilson Roncarati, que é considerado pela PF o braço direito de Cabeça Branca, foi preso em Londrina, no Paraná.

Ainda conforme a PF, a organização criminosa liderada por Luiz é responsável por distribuir cocaína para facções em São Paulo e Rio de Janeiro. A droga é proveniente da Bolívia, Peru e Colômbia. A organização também exportava para a Europa e Estados Unidos.

Por mês eram exportadas aproximadamente cinco toneladas de entorpecentes e a estimativa das investigações é de que o patrimônio adquirido por Cabeça Branca com o tráfico internacional de drogas chegue a US$ 100 milhões.

Operação Spectrum

A PF cumpre também 24 mandados de busca e apreensão em Londrina, São Paulo, Embu das Artes, Araraquara e Cotia, todos em São Paulo, e Sorriso. As ordens judiciais foram expedidas pela 23ª Vara Federal de Curitiba. Nesta primeira fase foram apreendidos aproximadamente US$ 10 milhões, concentrados em fazendas, casas, aeronaves, diversos imóveis e veículos de luxo importados.