Cuiabá, 03/11/2026

PF faz ação contra invasores de terras e desmatamento ilegal na Amazônia

Foram apreendidos 3 carros de luxo, 3 celulares, 2 computadores e documentos em Sinop

A Polícia Federal deflagrou, na manhã de hoje (6), a Operação SOS Jamanxim para combater o desmatamento ilegal na Amazônia. A ação se concentra especificamente na Flona do Jamanxim, uma unidade de conservação de mais de 1,3 milhão hecatares localizadas no município de Novo Progresso, Pará. Em Mato Grosso, também estão sendo cumpridos mandados de busca e apreensão em Sinop (a 500 km de Cuiabá).

De acordo com a assessoria de comunicação da PF, foram apreendidos 3 carros de luxo, 3 celulares, 2 computadores e documentos em Sinop. Não houve prisão em Mato Grosso.

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Cerca de 60 policiais federais estão mobilizados na ação. A unidade de conservação permite unicamente a exploração sustentável da floresta. Além de Mato Grosso, estão sendo cumpridos mandados e diligências em Pará e Santa Catarina. O nome da operação faz alusão a área da Unidade de Conservação desmatada.

As investigações da Polícia Federal, que utilizam dados de imagens de satélite de alta resolução do Programa Brasil Mais (PLANET), apontam que a organização criminosa desmatou mais de 30 mil hectares de floresta, que equivalem a 30 mil campos de futebol. Os laudos demonstram que cerca de 16 mil hectares desmatados estão localizados dentro da unidade, acumulando mais de 160 mil hectares de floresta devastada desde a sua criação.

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A modalidade de desmatamento praticada na área – corte raso – é considerada a mais danosa à natureza, pois realiza a remoção total de qualquer forma de cobertura vegetal, com objetivo de promover plantio de pasto e criação de gado. O modus operandi dos criminosos é sempre o mesmo. Invadir terras públicas da União, fazer o corte seletivo da madeira economicamente viável e suprimir depois toda a vegetação, inclusive com uso de fogo.

A ação tem por objetivo dar cumprimento a 04 mandados de prisão temporária, 18 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal, subseção Judiciária de Itaituba/PA. Houve ainda o decreto de sequestro e bloqueios de bens até o valor de R$ 310.884.869,19, visando a reparação do dano ambiental, conforme valores quantificados em laudos periciais.

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Os crimes investigados são de associação criminosa, desmatamento em unidades de conservação e/ou terras públicas, usurpação de terras públicas, produção de documentos falsos e uso de documentos falsos, todos crimes descritos no Código Penal Brasileiro e na Lei Ambiental, com penas previstas superiores a 20 (vinte) anos de reclusão. (Com assessoria)