PF prende 4 empresários, apreende 101 veículos e bloqueia R$ 60 mi - veja vídeo
Postos e a mineiradora foram usadas para lavagem de dinheiro para o tráfico de drogas
Rodinei Crescêncio
Delegado da PF Jorge Vinícius Gobira Nunes atua no combate ao crime organizado em MT
A compra do posto de combustível Petrox por Thiago Gomes de Souza, o Baleia, foi tão inusitada que chamou a atenção dos investigadores da Polícia Federal. Investigações apontaram que ao comprar o empreendimento, ao invés do novo proprietário pagar, foi a funcionária do estabelecimento quem o pagou para que ele ficasse com a empresa.
Baleia foi alvo da Operação Jumbo, deflagrada hoje (16) pela PF. No total seis pessoas, sendo quatro empresários e outras três estão foragidas.
"Isso tudo somente foi descoberto mediante quebra de sigilo bancário. Ela quem pagou o alvo principal. Este posto foi o último a ser adquirido por este indivíduo. E temos informações de que ele queria comprar mais", explica o delegado de Combate ao Crime Organizado em Mato Grosso, da Polícia Federal, Jorge Vinícius Gobira Nunes. Conforme o delegado, foram bloqueados R$ 60 milhões e 101 veículos foram apreendidos. No total, a PF apreendeu ainda R$ 350 mil em espécie.
Durante a coletiva de imprensa, Gobira detalhou que os postos e a mineiradora foram usadas para lavagem de dinheiro para o tráfico de drogas. Pontuou ainda que o alvo principal da operação mantinha contato direto com membros do Comando Vermelho. "Ele mantinha contato com com membros da organização criminosa atuante em Mato Grosso", disse.
De acordo com a PF " algumas dezenas" de mulas fizeram o trajeto com a droga, carregando em gangas, a pé, da Bolívia até Porto Esperidião. Veja vídeo De lá, seguiam de carro para Mirassol D'Oeste, onde eram embaladas e em seguida trazidas para a Capital.
"As mulas podiam carregar até 30kg de cocaína", explica. No total todo o trajeto levava em média 5 dias. O grupo movimentou a quantia aproximada de R$ 350 milhões em apenas 4 anos.