Polícia prende envolvidos na tortura de jovem que foi achado morto no rio Bugre
Suspeita é que alguns dos criminosos também sejam integrantes de uma associação criminosa; triângulo amoroso pode ser causa
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Os suspeitos pelo homício de Pedro Henrique Caetano dos Santos, de 20 anos, foram identificados e presos pela Polícia Civil nesta terça (17). Segundo as investigações, seis pessoas praticaram o crime, sendo três adultos e três adolescentes. O corpo da vítima foi encontrado no dia 16 de abril no Rio Bugre, com sinais de tortura, em Araputanga (337,8 km). Um possível triângulo amoroso pode ter motivado o crime.
Os mandados foram expedidos pelo Juízo da Comarca de Araputanga, após representação do delegado Fabrício Henriques. Na operação Arapuca foram cumpridos três mandados de prisão temporária e dois mandados de internação provisória contra os investigados.
Um dos supostos envolvidos está preso por outro crime, uma adolescente não foi localizada ainda, e os outros quatro foram conduzidos à delegacia após o cumprimento dos mandados. A suspeita é que alguns dos criminosos também sejam integrantes de uma associação criminosa que atua na região.
Durante a investigação, a Polícia Civil identificou o local onde teria ocorrido a tortura e execução de Pedro Henrique, uma casa no Centro de Araputanga, assim como o carro que transportou o corpo, armas usadas e os objetos pessoais da vítima.
De acordo com delegado de Araputanga, o crime teria sido motivado em razão de um possível triângulo amoroso. Conforme a apuração, a vítima teve um relacionamento afetivo com uma jovem de 14 anos, sendo que eles se separaram após um tempo.
A adolescente, por sua vez, iniciou novo relacionamento com um integrante de uma associação criminosa. Inconformada, a vítima fazia contatos frequentes, via aplicativo de mensagens, com a ex-namorada, o que teria despertado a fúria do atual namorado.
“E foi por meio de um aplicativo de mensagens que a adolescente teria convencido a vítima a sair da cidade de Cáceres, onde estava residindo, para Araputanga. Ao chegar ao local, ele foi ecebido pela jovem e entrou na residência, onde teria sido emboscado pelo atual namorado e por outros indivíduos. Foi então torturado e morto”, explicou o delegado Fabrício.
A operação foi batizada de “Arapuca” em razão da emboscada feita pela ex-namorada da vítima, em conjunto com seu atual namorado e outros suspeitos do crime.
O cumprimento dos mandados contou com apoio das Delegacias de São José do Quatro Marcos, de Mirassol d´Oeste, Porto Esperidião, Delegacia Regional de Cáceres e da Politec.