Polícia prende suspeito de matar mulher a facadas e deixar crianças trancadas
Homem teria matado a companheira em Diamantino e usado dedo para desbloquear e ver mensagens. Ele foi preso no Pará
Reprodução
A polícia prendeu, no fim da noite desta terça-feira (19), José Edson Galdino Santos, de 25 anos, em Rurópolis, no Pará. Ele é suspeito de matar a companheira Lorrane Cristina Silva de Lima, de 23 anos, na frente dos filhos da vítima, de 5 e 7 anos de idade, na casa onde mora, no Bairro Pedregal, em Diamantino (a 208 km de Cuiabá).
Conforme apurado pelo #rdnews, José Edson foi rastreado pela Polícia Civil de Mato Grosso, que informou a polícia do Pará sobre o mandado de prisão em aberto e sua localização. O suspeito foi encontrado na rodoviária da cidade.
Ele deve ser ouvido ainda hoje pelo delegado de Diamantino Marcos Bruzzi e dar sua versão sobre os fatos. Ainda não foi decidido se José Edson vai continuar preso no Pará ou se será recambiado para Mato Grosso.
Caso
O crime aconteceu no último dia 12, mas só foi descoberto no dia seguinte após a diretora da escola em que os filhos de Lorrane estudavam ir até o imóvel ao estranhar as faltas dos menores na unidade.
Como já divulgado pelo #rdnews, Lorrane e José se conheceram há apenas três semanas. Ela morava em Rondônia e o homem a buscou em Porto Velho para morar com ele em Diamantino. No dia do crime, os dois teriam tido uma discussão por conta do celular.
O filho de 7 anos contou aos policias que José estava com uma faca em mãos e queria mexer no celular da vítima para acessar mensagens. Eles então discutiram e o homem, conforme o menor, deu vários golpes em Lorrane. Com ela quase morta, José usou o dedo da vítima para desbloquear o aparelho e ter acesso aos dados dela.
Depois disso, mandou as crianças, um menino de 7 e o outro de 5, que tem autismo, entrarem no quarto. Ainda conforme o delegado, José disse que ia comprar remédio, trancou os menores em casa e, depois, fugiu.
Ainda não se sabe quantos golpes foram deferidos na vítima. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para exame de necropsia.
O crime segue sendo investigado.