Cuiabá, 08/10/2026

Prisão de indígena de Mato Grosso é estopim de caos em Brasília - assista

Em 2020, Acácio Serere Xavante foi candidato a prefeito de Campinápolis e teve votação pífia

Reprodução

Apoiadores do presidente da República Jair Bolsonaro (PL) tentaram invadir, na noite dessa segunda (12), a sede da Polícia Federal, em Brasília, para impedir a prisão do cacique Acácio Serere Xavante, um líder indígena de Mato Grosso e voz potente das manifestações antidemocráticas em frente a Quartel  General do Exército pedindo intervenção militar. O cacique, que também é pastor evangélico,  disputou a prefeitura de Campinápolis pelo Patriota  em 2020, mas obteve 689 votos, alcançando somente 9,7% do eleitorado. 

De acordo com as informações do Metrópoles, os agentes da PF teriam entrado na caminhonete que o indígena usava para se deslocar do Palácio da Alvorada de volta para o QG e o levaram. Segundo bolsonaristas, teria sido o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF)  Alexandre de Moraes que ordenou a prisão de Tserere.

Em vídeo do confronto com a PF,  grupos vestidos com a camisa da Seleção Brasileira aparecem danificando carros estacionados nos arredores do prédio da corporação. Alguns, inclusive, chegam a ser incendiados. 

Segundo as informações,  a corporação pediu reforço, para evitar um ataque ao prédio. A Polícia Militar do DF usou spray de pimenta para espantar o grupo.

Para tentar impedir a depredação, policiais reagiram disparando tiros de balas de borracha e lançando bombas de efeito moral. Em outras filmagens, alguns dos manifestantes aparecem armados com pedaços de paus correndo em direção à sede da Polícia Federal.

Na sede da PF, o cacique Serere gravou vídeo pedindo o fim dos atos de vandalismo. O vídeo já foi amplamente divulgado. (Com informações do Metropóles)