Suposto líder do CV teria ordenado mortes de irmãs de dentro da PCE
Na cela do detento teria sido localizado um celular durante buscas. Investigações sobre o caso continuam
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Preso na Penitenciária Central do Estado, Norivaldo Cebalho Teixeira, vulgo Tuta, teria sido o responsável por ordenar e acompanhar as torturas e mortes das irmãs Rayane e Rithiele Alves em Porto Esperidião (a 321 km de Cuiabá). Conforme depoimentos prestados à Polícia Civil, suspeitos disseram que a determinação teria partido de Veio, como Tuta seria chamado por ser um dos mais antigos do CV no Estado e por ocupar cargo de liderança na região de fronteira de Mato Grosso.
Conforme apuração do #rdnews, no dia dos crimes teria sido realizada uma busca na cela em que Tuta está recolhido e um aparelho celular foi apreendido. Polícia analisa informações contidas no aparelho.
De acordo com investigações, os criminosos teriam chegado a exigir R$ 100 mil para libertar os quatro reféns vivos, mas não obtiveram êxito. Até o momento, a Polícia Civil de Mato prendeu e/ou apreendeu 10 pessoas. Neste domingo, durante audiência de custódia, foram convertidas em preventivas as prisões de Rosivaldo Silva Nascimento, Lucas dos Santos Justiniano, Maikon Douglas Goncalves Roda e Ana Claudia Costa como "forma de manutenção da ordem pública". Além disso, conforme assessoria do Tribunal de Justiça, cinco menores tiveram a internação decretada por 45 dias.
As investigações estão sob a coordenação do delegado Matheus Prates, que continua a coletar informações para instruir o inquérito. Os suspeitos revelaram que após levar as vítimas para o cativeiro, na madrugada de sábado (14), em Porto Esperidião, as irmãs e os dois rapazes foram interrogados sobre uma foto tirada no Rio Jauru, onde eles faziam o gesto do número três, associado a uma facção rival - veja foto
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Esse momento é conhecido como "julgamento", durante o qual um dos suspeitos teria feito uma vídeochamada com outro membro do grupo que estava em Cuiabá, questionando se as vítimas pertenciam à facção rival. Em decorrência disso, as vítimas foram separadas em diferentes cômodos: as irmãs em um e os rapazes em outro. Foi nesse instante que os suspeitos pegaram os celulares e iniciaram ligações exigindo dinheiro.
Rayane e Rithiele foram as primeiras a ser torturadas e executadas, e os suspeitos anunciavam que os rapazes seriam os próximos. Segundo apurações da reportagem, um dos rapazes conseguiu empurrar um dos suspeitos, pulou o muro da casa e fugiu, sendo seguido. Ao perceber que não havia mais ninguém o vigiando, o outro rapaz também conseguiu escapar, pulando o muro e se dirigindo à polícia.
Até agora, dez suspeitos foram presos em flagrante, incluindo quatro menores de idade. Rayane, que tinha 25 anos, era candidata a vereadora por Porto Esperidião, onde apoiava propostas voltadas para a cultura.