Suspeitos de morte de jurista, PMs são indiciados por forjar confronto
Os policiais serão indiciados pelos crimes de homicídio qualificado, duas tentativas de homicídio, fraude processual e porte ilegal de arma de fogo
Rodinei Crescêncio/Rdnews
A Polícia Civil indiciou os policiais militares suspeitos de elo com a morte do advogado Renato Nery por um falso confronto no Contorno Leste, em Cuiabá, ocorrido em julho do ano passado. Os suspeitos - Jorge Rodrigo Martins, Leandro Cardoso, Wailson Alesandro Medeiros Ramos e Wekcerlley Benevides de Oliveira - teriam forjado esse confronto para plantar a arma utilizada no assassinato de Nery.
Conforme apuração do #rdnews, os policiais foram indiciados pelos crimes de homicídio qualificado, duas tentativas de homicídio, fraude processual e porte ilegal de arma de fogo. Além disso, um inquérito policial complementar será instaurado para apurar a participação de Heron Teixeira Pena Vieira e outros envolvidos. Agora, caso é analisado pelo Ministério Público que pode oferecer denúncia ou até mesmo solicitar novas diligências.
Os quatro indiciados continuam presos, e tiveram os novos decretos de prisões, em 18 de março, sobre o confronto no Contorno Leste. Eles são suspeitos de matar um homem e de deixar um adolescente ferido na ocasião. O caso aconteceu uma semana após a morte de Renato Nery.
Caso
Renato Nery morreu aos 72 anos atingido por disparos de arma de fogo no dia 5 de julho do ano passado, na porta de seu escritório, na Capital. O advogado foi socorrido e submetido a uma cirurgia em um hospital privado de Cuiabá, porém não resistiu e morreu horas após o procedimento médico.
Desde a ocorrência do homicídio, a DHPP realizou inúmeras diligências investigativas, com levantamentos técnicos e periciais, a fim de esclarecer a execução do profissional. As investigações da DHPP apontam a disputa de terra como a motivação para o homicídio do ex-presidente da OAB-MT.