Veja lista de alvos em operação que investiga esquema envolvendo agentes públicos em Sinop
Justiça afastou por medida cautelar de seis agentes públicos e suspendeu atividades econômicas e financeiras de empresa investigada
Reprodução
O #rdnews teve acesso à lista de todos os alvos da segunda fase da Operação Mãos à Obra, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) de Sinop (a 500 km de Cuiabá).
As pessoas investigadas são suspeitas de elo em um suposto esquema de corrupção envolvendo agentes públicos e empresários ligados a procedimentos administrativos de obras e empreendimentos imobiliários no município.
Foram alvos:
-
Antônio Benedito Rodrigues; busca e apreensão
-
Bruna Maia de Freitas; busca e apreensão
-
Fernando Dante Morari; prisão preventiva e busca e apreensão
-
Júlio Henrique Verdu Garcia; prisão preventiva e busca e apreensão
-
Grazielly Stolarski Lima ou Grazielly Stolarski Martins; busca e apreensão
-
Samuel de Sousa Vieira; busca e apreensão
-
Valdinei Monteiro da Silva; prisão preventiva e busca e apreensão
-
Agnaldo Rael da Silva; prisão preventiva e busca e apreensão
-
Charles Correia da Costa; busca e apreensão
-
Danielle da Silva Otaviano Garcia; busca e apreensão
-
Débora Alvarenga Nakanishi da Silva; prisão preventiva e busca e apreensão
-
Felipe Gabriel Russo; busca e apreensão
-
Júlio Henrique Verdu Garcia Júnior; busca e apreensão
-
Laércio Ronei Schorr; busca e apreensão
-
Roni de Souza; busca e apreensão
-
Dnishi Empreendimentos Imobiliários Ltda; busca e apreensão
Além das prisões preventivas e das buscas e apreensões, a Justiça determinou o afastamento cautelar de seis agentes públicos e a suspensão das atividades econômicas e financeiras de uma empresa investigada.
Segundo o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), há suspeitas de exigência e pagamento de propina para favorecer a tramitação de processos, a emissão de pareceres, a aprovação e regularização de projetos e a concessão de licenças e certificados. As apurações também abrangem possíveis interferências em fiscalizações e outros atos ligados à Secretaria Municipal de Planejamento Urbano e Habitação de Sinop. Os fatos teriam ocorrido entre 2017 e 2026.
A Justiça autorizou o bloqueio de R$ 80 milhões de um grupo de investigados e de uma pessoa jurídica. Também determinou o sequestro de ativos financeiros de até R$ 3 milhões de cada um dos demais investigados, além de imóveis vinculados a um dos alvos.
As medidas buscam preservar bens e valores que possam estar relacionados aos fatos investigados e garantir recursos para eventual reparação de danos aos cofres públicos. O material apreendido será analisado para verificar sua relação com o suposto esquema.
A operação foi deflagrada no Dia do Servidor Público. O Gaeco afirmou que a atuação busca apurar irregularidades e preservar a legalidade, sem se voltar contra o serviço público ou os servidores que exercem suas funções corretamente.
Investigação continua
O Gaeco ressaltou que as investigações continuam e as medidas cautelares não representam comprovação definitiva de responsabilidade criminal e que os investigados têm direito à ampla defesa, ao contraditório e à presunção de inocência.
Coordenado pelo MPMT, o Gaeco reúne integrantes das polícias Civil, Militar e Penal e do Sistema Socioeducativo.