Veja locais alvos da operação da PF sobre suposto desvio de R$ 308 milhões
Casa de Mauro Mendes, sede da PGE, escritório de advocacia e dois imóveis na Capital estão entre os alvos da Operação Heritage
Rodinei Crescêncio/Rdnews
Agentes da PF saindo do Centro Empresarial Maruanã
A Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (6), teve como foco pelo menos cinco endereços em Cuiabá durante o cumprimento dos 25 mandados de busca e apreensão autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A investigação apura um suposto esquema de desvio de recursos públicos envolvendo um acordo de R$ 308 milhões firmado entre o Governo de Mato Grosso e a operadora de telefonia Oi S.A.
Conforme apurado pelo #rdnews, as equipes da Polícia Federal estiveram no seguintes locais:
- Sede da Procuradoria-Geral do Estado (PGE-MT)
- Residência do ex-governador e candidato ao Senado Mauro Mendes (União Brasil), localizada no condomínio Alphaville 1
- Escritório no Centro Empresarial Maruanã, no bairro Jardim Aclimação
- Escritório de advocacia na Avenida São Sebastião
- Residência no Condomínio Florais
Até o momento, a Polícia Federal não informou oficialmente quem são os responsáveis por esses três últimos imóveis, nem detalhou quais diligências foram realizadas em cada um dos locais.
Reprodução
Agentes da PF cumprindo mandados de busca e apreensão na casa de Mauro Mendes, na manhã de hoje
Na casa de Mauro Mendes, os policiais confiscaram o passaporte dele que, à época, era o chefe do Executivo estadual quando o acordo investigado foi celebrado. A assessoria do candidato informou que deverá se manifestar posteriormente sobre a operação.
Também houve cumprimento de mandado na sede da Procuradoria-Geral do Estado. Em nota, a PGE afirmou confiar nas investigações conduzidas pela Polícia Federal e declarou que acredita que o acordo firmado entre o Estado e a empresa de telefonia será devidamente esclarecido pelas autoridades. O órgão informou ainda que irá colaborar com tudo o que for necessário durante a investigação.
Mais cedo, o #rdnews informou que agentes federais recolheram documentos em uma sala utilizada por um familiar do deputado federal Fábio Garcia (União Brasil), na sede da PGE. Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, assinada pelo jornalista Fábio Serapião, Garcia é um dos investigados na Operação Heritage, assim como o desembargador Ricardo Almeida, que atuou como advogado no acordo firmado entre o Estado e a Oi. Garcia foi escolhido para disputar o cargo de vice-governador na chapa encabeçada por Otaviano Pivetta (Republicanos).
Rodinei Crescêncio/Rdnews
Agentes cumprem busca e apreensão na sede da PGE
Operação
Ao todo, a Operação Heritage cumpre 25 mandados de busca e apreensão nos estados de Mato Grosso, São Paulo, Rondônia e Ceará. Também foram determinadas medidas cautelares, como afastamento dos sigilos bancário e fiscal, bloqueio e indisponibilidade de bens até aproximadamente R$ 316 milhões, recolhimento de passaportes, proibição de saída do país e restrição de contato entre os investigados.
Segundo a Polícia Federal, a investigação teve origem na análise de um acordo celebrado entre o Estado de Mato Grosso e a empresa Oi para restituição de valores decorrentes de disputa tributária. Os investigadores apontam indícios de que a operação financeira teria sido utilizada para viabilizar o desvio de mais de R$ 308 milhões por meio de fundos de investimento em cascata e pessoas jurídicas interpostas, com o objetivo de ocultar a origem, a movimentação e a destinação dos recursos.
O #rdnews errou. Inicialmente, a informação era de que havia sido cumprida ordem de busca e apreensão na residência de Mauro, mas, em verdade, agentes estiveram no local para confiscar o passaporte do ex-governador. A matéria foi retificada às 14h53 do dia 06/08/2026.