Vereador morto em confronto era suspeito de colaborar com o CV
Investigações apontam que presidente da Câmara negociaria armas e ajudaria em logística do tráfico
O presidente da Câmara de Vereadores de Rio Branco (a 356 km de Cuiabá) Jeosafá Moraes de Castro (PSDB), morto após alvejar o delegado da Polícia Civil, Marcelo Menezes, na manhã desta quinta-feira (02), era investigado por supostamente “colaborar” com membros do Comando Vermelho na cidade. O parlamentar era alvo de mandados de busca e apreensão e de prisão pela Operação Rota Cercada. Ao todo, foram cumpridos 12 de prisão temporária e 28 de busca e apreensão.
O #rdnews apurou que as investigações apontam que o vereador venderia armas e ajudaria na logística do tráfico de drogas junto ao suposto líder do CV e também alvo da operação de hoje, Jhonny Kessio Pereira Mora, preso no bairro Jardim Florianópolis, em Cuiabá.
Reprodução/Facebook
Dentre os crimes atribuídos ao grupo está a associação para o tráfico, tortura e dois homicídios recentes no município. Uma das mortes seria de Fernando de Jesus Abreu, de 30 anos. Ele foi encontrado em uma rua da cidade, com vários disparos de arma de fogo no rosto. Seis dias depois, foi encontrado o corpo de Adriano Paulo de Souza, de 40, com várias marcas de tiros em uma obra da cidade.
Na operação desta quinta, foram cumpridos mandados nas cidades de Rio Branco, Lambari d’Oeste e Salto do Céu, que fazem parte da “rota das águas” na região de fronteira, e em Barra do Bugres.
Troca de tiros
Conforme a Polícia Civil, o delegado foi atingido por um dos disparos efetuados pelo parlamentar, investigado por integrar uma organização criminosa. O tiro atingiu a região do abdômen, mas não perfurou nenhum órgão. Menezes passou por uma cirurgia no Hospital Regional de Cáceres. Ele está estável, consciente e não corre risco de morte.