CEF ainda avalia liberação de R$ 120 mi; Plano B é verba própria
Sem empréstimo, Arena será concluída com recursos do Estado
O montante será destinado à implantação de tecnologia da informação e dos assentos. “A princípio os recursos [próprios] eram o plano A. Optamos pelo empréstimo pela Caixa para desonerar a Fonte 100, mas, se não der, vamos arcar com o que falta”, explica o secretário da Secopa Maurício Guimarães. Assim, garante que a obra não vai atrasar.
Em julho, a CEF negou a liberação do empréstimo. "Não há nenhuma operação de crédito para estádio de futebol, via operação de crédito na linha CPAC em curso na Caixa. Esta linha atende somente operações do PAC. Estádio de futebol não se enquadra no PAC. No caso de Mato Grosso, o Estado propôs à Caixa uma operação em linha de crédito com recursos da própria Caixa, que não foi contratada", diz a justificativa da Caixa divulgada à época. Depois, o governo ingressou com novo pedido, que ainda passa por avaliação. "Não sabemos se será liberado", reforça o secretário.
Repasses
Maurício ainda afirma que os pagamentos para as empreiteiras devem ser regularizados nos próximos dias já que a greve do Dnit acabou. Conforme o secretário, por mais que o governo estivesse “cobrindo” parte do valor dos repasses que deveriam ser liberados pela autarquia, as empresas trabalham em “operação tartaruga”.
O secretário também informa que nos próximos dias, a Secopa deve divulgar o calendário das inaugurações das obras. Entre as promessas de entrega, está o viaduto do Despraiado, que já deveria estar liberado. Maurício disse que isso deve acontecer até o final do mês. Ocorre que a finalização da obra apresentou problemas. A última capa de brita não foi suficiente para contemplar o traçado, menor que o contratado.
Além disso, o secretário afirma que os rumores de que o problema da falta de pagamento estava relacionado às medições incorretas e não à greve do departamento são falsos. Maurício assegura que as medições estão sendo feitas sistematicamente e concomitante a execução dos trabalhos. “Os dados são alimentados no Geo-Obras e todo mundo pode ver que está nos conformes”, garante. Os dados da trincheira do Santa Rosa, que apontam falta de medição desde março, segundo o secretário, se deve a problemas de alimentação, pois as medições estariam em dia.
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