Equipe de Mendes contrapõe novas acusações
Ao lado do advogado Paulo Taques, marqueteiro Júlio Valmórbida mostra documentos e critica Antero e Santos
Foto: Bruno Lima
As acusações apresentadas no horário eleitoral pelo prefeito e candidato à reeleição Wilson Santos e reforçadas pelo marqueteiro Antero de Barros também atentam contra a imagem da Justiça, incluindo a figura de um dos desembargadores. Foi o que declararam neste sábado Júlio Valmórbida e Paulo Taques, marqueteiro e advogado, respectivamente, da campanha de Mauro Mendes (PR). Em entrevista coletiva, os dois contestaram as denúncias de que Mendes omitiu socorro a um casal atropelado em 1993.
De acordo com os tucanos, Mendes, réu no processo, ainda teria se negado a pagar despesas do tratamento de uma das vítimas do acidente e ainda fraudado documentos judiciais, que pautaram a resposta às calúnias, apresentada por Mendes também no programa eleitoral exibido na TV. Atuaram diretamente no processo judicial movido por Francisca da Silva Ferreira contra Mauro Mendes o desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, o juiz de Direito Dirceu dos Santos, o advogado Roberto Tambelini, hoje diretor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, e o advogado Nelson José Gasparelo.
“Nessa ânsia em querer, de maneira leviana, distorcer os fatos, eles estão maculando o nome e a imagem de uma série de pessoas. Isso é inadmissível. A população está cansada dessa mentirada do PSDB em Cuiabá”, critica o advogado Paulo Taques. Ele apresentou documentos que comprovam que o dossiê apresentado por Antero um dia antes foi "simplesmente criado”, contendo o que chama de uma série de manipulações e até mesmo informações plantadas.
Entre os exemplos, Antero apresentou à imprensa trechos do suposto boletim de ocorrência do acidente que apontam que o socorro às vítimas supostamente foi prestado por jovens que jogavam futebol no campo nas dependências da UFMT, nos arredores da estrada do Moinho. O trecho apresentado pelo marqueteiro do candidato tucano também descreve com minúcia que Francisca e seu marido, Abner Silva, estavam no chão há 5 metros de distância.
Segundo Paulo Taques, o curioso é que não há qualquer menção nesse sentido no boletim de ocorrência nº 115, da Delegacia Especializada em Acidentes de Trânsito, datado de 1º de fevereiro de 1993. O que causa ainda mais espanto, diz, é verificar que Antero apresentou o mesmo BO à imprensa em coletiva anterior. “O Antero fala a mando de Wilson Santos e ambos mentem, juntos. A compulsão desses dois pela mentira está se tornando algo patológico. Já havia recomendado um orientação médica, mas vendo toda essa farsa agora, acho que o caso é mesmo de internação, e urgente”, declara, em tom de ironia, o marqueteiro Valmórbida.
Para o marqueteiro, as invenções de Antero e Santos, na prática, escancaram o desespero por causa da ascensão de Mendes nas pesquisas de intenção de voto. “Tudo isso é mais um factóide, é desespero, é destempero. Tenho a impressão que o fracasso está subindo à cabeça dos dois”, alfineta Valmórbida.
Perícia
Ele mostrou decisão do juiz Dirceu dos Santos, em 22 de novembro de 2002, quando declara extinta a pensão mensal paga por Mendes a Francisca diante da comprovada inexistência de incapacidade física. Os documentos também esclarecem que Francisca não foi até Brasília para fazer a perícia médica porque o médico responsável por todo o tratamento da paciente no hospital Sarah Kubitschek, José Eugênio Paraíso Paixão, já havia posicionado oficialmente junto ao Juizado Especial Cível do Tijucal, mediante requerimento da própria Justiça, que Francisca já tinha condições de exercer a profissão de professora.