Cuiabá, 30/10/2026

Júlio antecipa retorno e pede para Tuba sair logo


Tuba fica na bronca com ruptura de acordo de Júlio Pinheiro

  O vereador por Cuiabá Júlio Pinheiro (PTB) decidiu interromper o período de licença da Câmara Municipal e, por intermédio de seu assessor, mandou Carlos Haddad (PTB), o Tuba, limpar as gavetas e devolver logo o gabinete. A atitude do petebista vem causando troca de farpas com o seu suplente. Pelo acordo, Júlio Pinheiro deveria se manter afastado por 121 dias. Com menos de 2 meses, eis que o parlamentar já está de volta. Ele ainda vive a empolgação pelo fato do seu Mixto, do qual é presidente, ter conquistado o título de Campeão Mato-Grossense de Futebol deste ano.

   Carlos Haddad relata que não foi procurado pelo vereador Júlio Pinheiro para anunciar o retorno. “Ele (Júlio) enviou um assessor ao gabinete para comunicar o meu chefe de gabinete para que eu desocupasse a sala, pois ele estaria voltando, mas em nenhum momento me procurou para informar sobre o regresso dele”, afirmou. Apesar de Tuba afirmar que não se considera uma ameaça para Júlio, o fato é o suplente ganhando espaço, principalmente na mídia, em função de seu projeto de construção do autódromo em Cuiabá.

   Uma campanha foi iniciada por ele para arrecadar recursos com vistas a concretizar o projeto, orçado em R$ 25 milhões. Por mais que Tuba resista em comentar sobre a atitude de Júlio, ele se demonstrou magoado e disse: “agradeço a Deus e não a ele (Júlio Pinheiro) pelo espaço que foi me dado. (...) Ele não foi nem um pouco cavalheiro”, ressalta.

  Tuba conta ainda que já desocupou o gabinete e faz até comparativo sobre as ações feitas nestes 60 dias como vereador em relação à atuação do colega parlamentar. “Apesar de falarem muito do projeto de autódromo, ganhei destaque na mídia e tenhos outros projetos e para mim este período na Câmara foi muito bom”. Segundo o parlamentar, a construção do autódromo deverá ser iniciada em janeiro do ano passado e já tem o apoio de quatro empresas e também dos deputados Chico Galindo (PTB) e Guilherme Maluf (PSDB). (Alline Marques)