Cuiabá, 30/10/2026

Maggi aguarda relatórios para decidir os próximos passos



Na África do Sul, Blairo Maggi, por teleconferência, concede entrevista e se mostra otimista quanto aos projetos; projetado num telão acima, ele acompanha pergunta da repórter do RDNews, Lisânia Ghisi 
Fotos: Josinei Moreira

   O governador Blairo Maggi (PR), que ainda está na África do Sul junto com outros 33 membros da comitiva da Copa, concedeu coletiva à imprensa mato-grossense nesta quarta (2), via teleconferência. Às 14 horas (20h da África do Sul), o republicano respondeu a alguns questionamentos. Perguntado pelo RDNews se já tem ideia quanto a projetos a serem executados visando à Copa de 2014 em Cuiabá, a partir desta visita ao país africano, Maggi declarou que ainda não tem nada decidido e que tudo será conversado após análise dos relatórios que estão sendo feitos pelo grupo. "Ainda não tenho nada concretizado. Vamos analisar todos os relatórios e no final decidir o que será feito. São cinco anos pela frente, mas temos muito trabalho a fazer", ponderou.

    O governador fez questão de ressaltar as diferenças entre os dois países. "Esta semana foi muito interessante. Foi possível perceber as divergências entre Brasil e África do Sul". Ele afirmou ainda que Joanesburgo e Pretória, maiores cidades sul-africanas, passam por dificuldades assim como algumas cidades brasileiras. "Aqui vemos sérios problemas relacionados à pobreza, mas o país está criando novas oportunidades com a vinda da Copa em 2010".

   Maggi, que chega de viagem na sexta (4), antecipando sua saída da África do Sul, já que possui compromisso durante o sábado, afirmou que assim que pisar em solo mato-grossense irá conversar com os deputados para que o projeto da Agência da Copa seja aprovado. "O prejeto para criação da Agência já está pronto e acabado. Porém, os nomes só serão divulgados pelo Executivo". A agência reguladora vai gerir mais de R$ 6 bilhões em recursos, que serão aplicados na Grande Cuiabá. Maggi afirmou ainda que a criação da agência é para amenizar futuros problemas que poderão surgir no andamento das obras e projetos. Lembrou que seu governo se estende até o próximo ano e que o sucesso ou não dos projetos visando o Mundial de 2014 será de responsabilidade do próximo gestor. "Quem assumir o governo, deverá arcar com as consequências futuras, sendo elas boas ou ruins".

   Questionado sobre a atitude do prefeito Wilson Santos (PSDB), que na última hora desistiu de acompanhar a comitiva na África, permanecendo em Cuiabá para cuidar das obras do PAC, Maggi se limitou a dizer que novas viagens serão feitas e que o tucano poderá visitar a África junto com outra comitiva. "Novas comitivas virão à África e Wilson, com certeza, fará parte de alguma delas", ponderou, evitando conflitos com o tucano.

   Quanto a possíveis vantagens de Cuiabá em relação a cidades africanas, Maggi observou que os complexos habitacionais, que são a referência de seu governo, são uma das obras que o país sul-africano teve de realizar e que Mato Grosso ganha pontos com isso. Ele afirmou ainda que as exigências da Federação Internacional de Futebol (Fifa) são muitas e que, para alcançá-las, o trabalho deve ser árduo. "Temos que trabalhar muito. Fazer um dia de trabalho ser considerado dois". (Lisânia Ghisi)