Maggi segura Novacki; Sachetti e Edmilson na Agência
O governador Blairo Maggi disse a aliados próximos que só não vai nomear como presidente da Agência da Copa o seu supersecretário Eumar Novacki porque ficaria desfalcado no primeiro escalão num momento em que precisa da atuação mais firme da Casa Civil nesta reta final do seu mandato. Novacki começou na gestão Maggi como ajudante de Ordens e hoje comanda a Casa Civil e a Comunicação Social. Mesmo se tratando de um tenente-coronel PM em duas pastas, algo inédito num governo que resolveu militarizar o primeiro escalão, Maggi entende que Novacki tem mostrado "competência, dinamismo e poder de articulação".
Diante disso, o governador já optou por escolher o nome do seu compadre, amigo e ex-prefeito de Rondonópolis, Adilton Sachetti, para presidir a Agência, que ficará responsável pelos projetos relacionados ao Mundial de futebol de 2014, quando Cuiabá será uma das 12 subsedes. Sachetti deve deixar, então, o cargo de secretário extraordinário de Apoio e Acompanhamento às Políticas Ambientais para presidir a Agência. Ele aceitou a proposta do governador e terá até de se desfiliar do PR, uma das condições impostas àqueles que vão integrar a direitoria-executiva.
Outro que já está escalado para a Agência da Copa e o ex-secretário de Fazenda e hoje adjunto Edmilson José dos Santos. Vai cuidar do financeiro. Terá o controle de mais de R$ 1 bilhão. A Agência já receberá transferência automática, assim que o projeto for aprovado esta semana pela Assembleia e sancionado pelo Executivo, nada menos que R$ 150 milhões. São recursos que hoje estão no Fundo de Desenvolvimento de Mato Grosso (Fundesmat), vinculado à Casa Civil, e que é voltado às obras de infraestrutura e a outros órgãos. O Fundesmat recebe mais de R$ 100 milhões a cada ano do Banco do Brasil. Faz parte da renovação contratual pela "venda" da conta oficial do governo do Estado. Com isso, a instituição financeira movimenta quase R$ 8 bilhões do orçamento da máquina estatal e ainda detém mais de 90 mil contas bancárias dos servidores.
Geraldo de Vitto, secretário de Estado de Administração, tem batido duro nos bastidores para atuar na Agência. Ele disputa espaço com Edmilson. De Vitto argumenta que foi um assessor leal ao governo e que, em reconhecimento, deveria ser prestigiado com o cargo cujo mandato se estenderá pelos próximos cinco anos. Ele não é nada bobo. A gestão Maggi termina em 31 de dezembro de 2010. Da equipe do primeiro escalão de Maggi, Yênes Magalhães, secretário de Planejamento e Coordenação Geral, também está no páreo.
Já está praticamente definido que o economista Agripino Bonilha, indicado pelo prefeito cuiabano Wilson Santos para ser o secretário municipal da Copa, ocupará num dos sete cargos da diretoria da Agência. A Assembleia Legislativa indicará um nome. A maioria dos deputados concorda em nomear Jota Barreto, que integrou recentemente a comitiva de 35 pessoas na visita de duas semanas à África do Sul, que sedia a Copa do Mundo no próximo ano. (Romilson Dourado)