Perto do Natal, greve de agentes vai dificultar vida no comércio
O presidente do Sindifisco, João Bosco Griggi Borralho, disse em entrevista ao RDTV, hoje (25) que enviou comunicado de greve ao governador Silval Barbosa (PMDB) na sexta (22). A categoria está sob indicativo de paralisar as atividades desde a semana passada e, até então, não houve nenhuma sinalização de diálogo, o que, para Borralho, não é motivo de surpresa, já que desde agosto a classe vem tentando conversar com o chefe do Executivo. “O acordo era para ter sido cumprido até o dia 31 de agosto, mas até agora não foi”, afirma.
Além dos passivos trabalhistas, o Estado se comprometeu a realizar recomposição salarial de 6,47%, referente a 2010. e revogar o artigo 8 da lei 497, que trata de atribuição dada a outra categoria. O presidente explica que, de imediato, o peemedebista se prontificou a acatar parte da pauta, que prevê ainda capacitação dos servidores, consolidação das leis de atribuição dos ATEs e reestruturação dos postos de fiscalização. “Agora queremos que o governador atenda a pauta completa”, frisa.
A classe é composta por 550 servidores ativos que atuam na secretaria de Fazenda (Sefaz) e 580 aposentados e pensionistas. Uma das maiores reclamações dos trabalhadores, segundo o presidente do Sindifisco, é a situação caótica dos postos espalhados pelo Estado, especialmente da principal unidade fiscalizadora, situada na divisa de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. “Lá tem fossa transbordando, fiação elétrica exposta, dormitórios com ratos, rampas e plataformas irregularidades. Por não ter restaurante para se alimentar, os servidores têm que ir para cidades vizinhas”, conta Borralho.
Além de perder o controle da entrada de mercadorias, a greve trará transtornos para o contribuinte e para empresários, que correm o risco de desabastecimento – ainda mais às vésperas do Natal, época em que o comércio registra uma das maiores altas no ano. As atividades também serão encerradas nos postos de fiscalização dos Correios, aeroportos, terminais ferroviários, transportadoras e terminais de cargas. A estimativa é de que o Estado perca, por dia, cerca de R$ 15 milhões.