Cuiabá, 30/10/2026

Recado da Folha não serve para Cuiabá, reage o prefeito

   O governador em exercício Silval Barbosa (PMDB) e o prefeito cuiabano Wilson Santos (PSDB) unificaram o discurso nesta segunda (7) para contrapor reportagem da Folha de S. Paulo, que levanta a hipótese de Cuiabá ser eliminada como uma das 12 subsedes da Copa do Mundo de 2014. “Não temos receio em relação a isso. Este recado da Folha não serve para Cuiabá. Estou bastante tranquilo, pois temos o quarto melhor projeto de estádio de futebol apresentado à Fifa”, disse Santos, pouco antes da solenidade do desfile de 7 de Setembro, na praça das Bandeiras.

   Indagado sobre o assunto, Silval afirmou que a reportagem da Folha não passa de especulação. “Contrato é contrato. Todos os acordos firmados com a Fifa serão cumpridos. O cronograma está em ordem e, além disso, o projeto do Verdão é um dos melhores apresentados à Fifa”, sustentou o peemedebista.

    A notícia foi publicada nesta segunda pela Folha, dois dias após o retorno a Mato Grosso da comitiva com 35 pessoas e liderada pelo governador Blairo Maggi, que esteve na África do Sul para checagem das obras que estão sendo realizadas e outros projetos visando o Mundial de 2010 a ser sediado pelo país africano. Segundo o maior jornal impresso do país, executivos da Fifa e do Comitê Organizador Local podem eliminar até duas cidades antes do fim do ano por atraso no lançamento do edital de licitação das obras dos estádios. Com isso, o número de cidades-sedes cairia de 12 para 10. “A preocupação é com a capacidade de execução das obras de algumas cidades menores. Cuiabá, por exemplo, já mudou de projeto duas vezes em menos de seis meses”, enfatizou a reportagem.

    Revela ainda que o projeto do Verdão prevê que parte da arquibancada seja de estrutura desmontável para abrigar cerca de 40 mil pessoas durante a Copa. Após o evento, a capacidade seria reduzida para cerca de 30 mil torcedores. “A explicação para encolher o Verdão é porque o futebol local não tem capacidade para atrair tantos torcedores. O orçamento é de R$ 440 milhões”, completa a matéria. (Andréa Haddad)