O Complexo Turístico do Parque Estadual de Águas Quentes, localizado na Serra de São Vicente, em Santo Antônio do Leverger (a 33 km de Cuiabá), pode passar por um processo de licitação após 36 anos sob gestão da LM Organizações Hoteleiras LTDA - que administra o Hotel Mato Grosso Águas Quentes - cujos sócios-administradores são os irmãos Luis Carlos Oliveira Nigro e Leopoldo Mario Nigro Filho.
A empresa atua como arrendatária do local, desde 08 de março de 1989 quando foi firmado o contrato, à época assinado pelo pai dos atuais sócios-administradores, Leopoldo Mario Nigro.
Alair Ribeiro
Parque Estadual de Águas Quentes
O documento, que o
obteve via Lei de Acesso à Informação (LAI), registra que a LM Organizações, cujo nome fantasia Hotéis Mato Grosso LTDA, e a Trese Construtora e Incorporadora LTDA (atualmente inapta, após declarar falência no ano 2000), seriam os responsáveis por utilizar uma parte da área total do parque - que possui pouco mais de 1,4 mil hectares - para construir e equipar o Complexo Turístico. O tamanho dessa parte utilizada não é especificado no documento.
Outro ponto a se destacar que consta no contrato original é o tempo de duração do arrendamento estipulado em 20 anos, após a assinatura do documento e garantindo a prorrogação automática de 10 anos, após o fim das duas décadas. Além disso, o contrato estabelece que a prorrogação contratual deverá estar em observância com a Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur).
Desse modo, o contrato assinado em março de 1989 durou até 2009, foi prorrogado automaticamente até 2019 e, de lá pra cá, foi mantido por meio de cinco aditivos de contrato de arrendamento, renovados periodicamente, pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e a rede hoteleira.
O 5º e atual aditivo se encerra no dia 05 de agosto deste ano, data em que também vence a permissão de uso das águas termais, concedida pela Companhia Mato-Grossense de Mineração (Metamat) à LM Organizações.
IOMAT/Montagem Rdnews
Termos aditivos do contrato de arrendamento do Complexo Turístico Águas Quentes de 2019 a 2024.
Processo licitatório
Em 2019, a Sema chegou a iniciar estudos para um processo licitatório da área, visando conceder a exploração do complexo para uma nova administração. O
questionou a pasta sobre o motivo que a levou a não dar continuidade no processo. Em resposta, a secretaria informou que o processo foi suspenso devido ao fato de que o registro e a permissão para exploração das águas termais estarem no nome da LM Organizações, o que, segundo a Sema, impossibilitou a atuação de outra empresa no local.
“Por essa razão, o processo licitatório foi suspenso e o contrato de arrendamento renovado até o término da lavra em vigor”, disse a secretaria, levando a crer que um novo processo licitatório deverá ser avaliado após o mês de agosto.
Em outubro de 2020, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) autorizou o Poder Executivo a realizar a concessão dos serviços públicos de operação do Parque Estadual de Águas Quentes, por meio do procedimento licitatório, na modalidade concorrência, conforme critérios previstos em edital.
IOMAT/Montagem Rdnews
Autorização da ALMT para a concessão de serviços públicos de operação do Parque Estadual de Águas Quentes, por meio do processo de licitação
Arrecadação
A LM Organizações Hoteleiras, paga, atualmente, R$ 38,5 mil por mês ao Governo do Estado pelo arrendamento do Complexo, o que resulta em um repasse anual de aproximadamente R$ 462 mil.
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Henrique Freire 03/04/2025
Um absurdo esse valor irrisório, mamaram nas tetas do governo por décadas esses espertalhões. Esse valor de locação se paga em um aluguel de uma loja em cuiabá, agora olha só a desproporção em relação a um parque estadual com amplo lazer.
MARCO 31/03/2025
Tem que melhorar muito pelo preço que cobram, não dão desconto pars AUTISTAS .
De deus 31/03/2025
Nasci e me criei na região,. meus país avós tudo somos da comunidade vi com meus próprios olhos,.oque fizeram e a décadas que nunca injetou nada ,.nem a ampliação,.e nem a comunidade local,.estão hoje no poder até na política eles entrou para barrar,..de verdade não vai virar em nada a não ser que alguma emissora vai até o local fazer uma matéria,.vão entender oque realmente estou dizendo
Derysi Cuneat 31/03/2025
No começo da concessão até era decente. Hoje está decadente com um mínimo de cuidado. Tudo velho... pelo jeito desde 1989 não fizeram nada de diferente naquele local.
Pedro luis 30/03/2025
Será que vão licitar??A máfia não vai deixar lá tudo e caro e mal cuidado..
5 comentários