Rodinei Crescêncio/Arte/Rdnews
No quadro, balanço das obras realizadas na BR 163/364; trabalhos foram divididos em 4 partes, todos já iniciados
As obras realizadas no trecho da BR-163/364 que interliga Cuiabá a Rondonópolis (a 218 km da Capital) deverão ser concluídas em meados do próximo ano. É o que garante o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). As intervenções, que incluem duplicações e construções de contornos, estão orçadas em aproximadamente R$ 1,050 bilhão. A duplicação é considerada fundamental para auxiliar no escoamento da produção de grãos do Estado, que precisa chegar ao terminal ferroviário de Rondonópolis.
Uma das mais relevantes rodovias do país, a BR-163 nasce em Tenente Portela (RS) e vai até Santarém (PA), totalizando 3.470 km. Em Mato Grosso, 163 tem início em Itiquira, divisa de MT/MS, e segue até Guarantã do Norte (a 711 km da Capital), divisa com o Pará.
No ano passado, 54% da soja produzida em Mato Grosso passou pela rodovia, rumo aos portos do Sudeste e do Sul do Brasil. O número é correspondente a 10,6 milhões de toneladas do grão, segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMea).
Para as duplicações e construções na BR-163/364 de Cuiabá a Rondonópolis, o trajeto de pouco mais de 191 quilômetros foi dividido em quatro lotes. Um deles foi a pista da Serra de São Vicente que, segundo o Dnit, era considerada urgente e, por isso, foi concluída em 2012. As intervenções nos demais trechos tiveram início dois anos depois.
Do valor previsto inicialmente, atualmente já foram aplicados cerca de R$ 800 milhões. Até o momento foram duplicados pouco mais de 151 quilômetros, conforme o Dnit. Estão em obras 9,6 quilômetros e há 29,8 Km nos quais as intervenções não foram iniciadas - veja quadro.
A obra foi incluída no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) e, posteriormente, foi colocada no programa Avançar. O Dnit é responsável pela duplicação da BR-163/364, além de fazer a conservação da via no período das intervenções. Posteriormente, após a conclusão da obra, o trecho se tornará responsabilidade da concessionária Rota do Oeste, pertencente à Odebrecht Rodovias, que atualmente faz apenas serviços de so
Rodinei Crescêncio
Orlando Fanaia, superintendente regional do Dnit, em entrevista ao Rdnews sobre as obras
corro e guincho na via.
O superintendente regional do Dnit em Mato Grosso, Orlando Fanaia, afirma que as obras no trecho da BR-163/364 que liga a terceira maior cidade do Estado à capital mato-grossense sempre foram consideradas prioritárias. “Essa rodovia é um corredor importantíssimo, não só para Mato Grosso, como também para o Pará”, afirma ao
.
“Por conta dessa relevância, temos investido de 20% a 30% do orçamento da Superintendência regional do Dnit, de 2015 em diante, exclusivamente para essa obra – em 2014 o aporte foi maior”, acrescenta.
Concessão e conclusão
Os contratos para as intervenções da BR-163/364 foram feitos por meio de Regime Diferenciado de Contratação (RDC). As empresas que ganharam as licitações foram responsáveis por idealizar os projetos das obras e também por conduzí-las.
O lote 1, que começa no posto da PRF em Rondonópolis, está sob responsabilidade das construtoras Enpa, Metropolitana e Contécnica. Ele tem 60,11 quilômetros, dos quais 39,81 já foram duplicados, cinco estão em obras e 15,3 não foram iniciados.
O lote 2, que vai até o início da Serra de São Vicente, é de responsabilidade das construtoras Sanches Tripoloni e também da Contécnica. Ele tem, ao todo, 71,60 quilômetros. Destes, 64,9 já foram duplicados. Não há trechos em obras e 6,7 Km aguardam início.
Já o lote 3, que começa na saída da Serra de São Vicente, está sob responsabilidade da Equipav e da Sanches Tripoloni. Tem 42,4 quilômetros, dos quais 30 foram duplicados. Estão em obras 4,6 Km e as intervenções em outros 7,8 ainda não foram iniciadas.
A estimativa do Dnit é concluir, ainda em 2019, áreas consideradas importantes para o trecho da rodovia que liga Rondonópolis a Cuiabá. “Neste ano já foram colocados em torno de R$ 130 milhões nessa obra. A gente tem expectativa de entrar em Cuiabá com força em 2019, para fazer a travessia urbana, viadutos e marginal. Queremos também concluir a parte do Distrito Industrial”, explica Fanaia.
Entre os destaques das obras na rodovia estão os contornos, que serão feitos em cidades que estão localizadas no percurso entre Cuiabá e Rondonópolis. Os projetos das obras prevêem cinco contornos: na região da Serra de São Vicente e nos municípios de Jaciara, São Pedro da Cipa, Santa Elvira e em Juscimeira. Destes, somente o da serra está concluído.
O contorno de Santa Elvira deve ser entregue ainda neste ano. Os demais ainda não receberam as obras, que têm previsão para ser iniciadas antes de dezembro. Segundo o Dnit, os contornos serão fundamentais para facilitar os trechos nas rodovias e dar mais fluidez ao tráfego da BR-163/364.
Apesar de as obras ainda estarem em andamento, a superintendência regional do departamento afirma que as intervenções já realizadas têm trazido bons resultados para a região.
“A situação na BR-163 melhorou muito. As pessoas vão conseguir fazer o trajeto de Cuiabá a Rondonópolis em pouco mais de duas horas, sendo que antigamente demorava mais de quatro horas. Atualmente, a situação já melhorou muito”, diz Fanaia.
“Os acidentes fatais em 2017, dados mais recentes, diminuíram muito. Com as duplicações, as colisões frontais reduzem muito. O Dnit sempre se preocupou com o quesito de segurança, tanto que a primeira área atacada foi a Serra de São Vicente, em 2012. Essa obra na rodovia se justifica não apenas pela ajuda ao agronegócio, mas pela segurança viária e pela qualidade de vida da comunidade daquela região”, acrescenta o representante do Dnit.
Edson Rodrigues
Um dos trechos da rodovia entre Cuiabá e Rondonópolis já duplicado; Dnit é o responsável
Os recursos
De acordo com Dnit, desde o início das obras, as intervenções nunca chegaram a ser suspensas por falta de recursos. Apesar de problemas orçamentários nos anos de 2015 e 2016, períodos classificados por Fanaia como “muito difíceis para obras em todo o Brasil”, a situação não se repetiu em outras datas, segundo o departamento.
“Há alguns anos, o governo federal tem feito os pagamentos em dia. Não estamos devendo ninguém. Está tudo em dia. Não atrasamos pagamentos. Sempre temos um orçamento dentro daquilo que é estabelecido pela União. As empresas executam as obras conforme esse empenho, que é feito desde o início do ano. A gente faz a programação e faz essa distribuição entre os três lotes, priorizando cada um. Quando tínhamos orçamento pequeno, a gente investia em locais mais urgentes, em que ocorriam mais acidentes”, complementa.
Além dos recursos com as obras, há também os montantes que são utilizados para a conservação e manutenção da rodovia. No ano passado, foram utilizados R$ 19,8 milhões para estes serviços. No trecho, o pedágio cobrado pertence à Rota do Oeste.
O Dnit argumenta que mesmo a concessionária ainda não sendo a responsável pela rodovia, o contrato prevê que ela pode fazer tal cobrança a partir do momento em que firmou o contrato para cuidar do lugar, em razão dos serviços de socorro e guincho que já são realizados pela empresa. “Essas questões sobre pedágios são definidas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT)”.
Por meio de nota, a concessionária frisa que é responsável pela rodovia que liga Cuiabá a Rondonópolis antes do início das obras na via. A empresa informou ao
que mantém equipes permanentes para serviços de manutenção e conservação, incluindo nos trechos em obras.
Segundo o Dnit, atualmente as obras no trecho que ligam Cuiabá a Rondonópolis foram reduzidas, em razão do período de chuva. Os recursos utilizados desde o início do ano ainda são os de 2018, enquanto aguardam os repasses do governo federal referentes a 2019.
Fanaia acredita que os repasses referentes a este ano devem ser destinados ao Dnit em breve. A partir de então, a expectativa é de que o ritmo da obra seja acelerado, para a conclusão.
O representante do departamento frisa que considera a duplicação da 163/364 como um empreendimento único no Estado. “Poucas federações no Brasil conseguiram levar adiante ações tão importantes. As dificuldades foram muito grandes, mas conseguimos dar continuidade às obras e avançar”.
“Infelizmente é um empreendimento que é pouco visto pela sociedade. Há muita gente que nem faz idéia da importância disso, porque não usa essa estrada. Mas posso afirmar que é uma obra que vai ter um retorno muito rápido”, completa.
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Carlos Roberto Valeriano de Miranda 12/07/2019
Meu nome é Carlos, estou a procura de uma vaga de operador de Perfuratriz, eu já trabalhei pela Delta nesse trecho da Serra são Vicente,Meu contato é esse (87)9 9962-8469
Edeilson silva 05/07/2019
Bom dia me chamo Edeilson Silva sou armador deferragens tenho um bom conhecimeto em obeas de duplicacao de rodoviasgostaria de uma oportunidade em fazer parte dessa obra Meus contatos (65)992344981 (65)996363808 (93)988143013 (69)999923212 (68)999591640 Email edeilson.pacaraimarr@gmail.com
Miltinho 18/04/2019
Ambas as rodovias seguem na mesma posta de Rondonópolis a Jangada.
Natalino Almeida Lima 18/03/2019
Marcos a rodovia 163 vem do sul até Rondonópolis onde encontra com a 364 obedece o trajeto até na região de Jangada e ela muda o trajeto destino a Rondônia, portanto daqui a Cuiabá é 364 com certeza.
Marcos Marcilio 18/03/2019
Sr Natalino, entre Rondonopolis e Jaciara as Brs 163 e 364 são unidas. Perto de Jangada a 364 segue pra Rondônia e a 163 pro Pará. Em um trecho próximo a Rondonopolis uma outra rodovia vinda de Guiratinga também se junta com as duas...
Natalino Almeida Lima 17/03/2019
Sobre a reportagem acima o trecho entre Rondonópolis e Cuiabá não é 163 e sim BR 364 se informa melhor antes de fazer uma publicação.
JOAQUIM ALEXANDRE NETO 17/03/2019
Realmente está ficando muito bom. Parabéns
7 comentários