Cidades

Domingo, 05 de Maio de 2019, 15h:41 | Atualizado: 05/05/2019, 15h:59

UFMT perde R$ 34 milhões em corte do MEC e reitora fala em ataque do governo

A UFMT teve congelados R$ 34 milhões de seu orçamento para este ano no contingenciamento anunciado pelo Ministério da Educação (MEC) na última semana. O governo reteve 30%, em média, do orçamento destinado às universidades federais. O corte acabou atingindo também instituições de ensino básico e médio do governo federal.

Em comunicado divulgado neste domingo (4), a reitora da UFMT, Myrian Serra, avalia que o contingenciamento compromete o desempenho da universidade e leva a instituição “à beira de um retrocesso inimaginável”.

Marcus Mesquita/ Mídia News

Reitora da UFMT Myrian Serra

Reitora Myrian Serra diz que o contingenciamento compromete o desempenho da universidade e leva a instituição “à beira de um retrocesso inimaginável”

“Não é possível pensar em desenvolvimento econômico sustentável desatrelado do desenvolvimento social. Este deve ser capitaneado por políticas educacionais criteriosas, seguidas de perto por investimentos em ciências, tecnologias e inovações. Neste sentido, o ataque ao orçamento das universidades públicas brasileiras é uma agressão frontal a qualquer oportunidade de desenvolvimento do país”, declarou.

O ataque ao orçamento das universidades públicas brasileiras é uma agressão frontal a qualquer oportunidade de desenvolvimento do país

Myrian Serra

O governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) vem destacando que os cortes são temporários e que os recursos poderiam ser novamente destinados às instituições de ensino em caso de aprovação da Reforma da Previdência, que tramita no Congresso.

Myrian, por sua vez, lembra que as universidades federais são responsáveis pela oferta de educação superior em todas as áreas de conhecimento no país. A UFMT oferece 113 cursos de graduação, sendo 108 presenciais e cinco na modalidade a distância (EaD), em 33 cidades mato-grossenses. São cinco câmpus e 28 polos de EaD.

Na pós-graduação, são 66 programas de mestrado e doutorado. A instituição de ensino atende um total de 25.435 mil estudantes, distribuídos em todas as regiões do Estado.

A universidade mato-grossense é a 34ª no ranking anual divulgado pela Folha de São Paulo que mede a qualidade das universidades brasileiras. Das 50 mais bem avaliadas, 43 são instituições públicas, incluindo as 10 primeiras.

“Além do ensino de qualidade, o que faz a diferença nestas instituições é o desenvolvimento da pesquisa e extensão de excelência. Somos responsáveis por 85% da pesquisa brasileira. Outra vez, se buscarmos apenas as 10 instituições mais importantes no quesito pesquisa e publicação científica, todas são públicas”, destacou a reitora.

Reprodução

UFMT

A UFMT oferece 113 cursos de graduação, sendo 108 presenciais e 5 na modalidade EaD, em 33 cidades mato-grossenses. São 5 câmpus e 28 polos de EaD

Pela avaliação do MEC, que vai de 1 a 5, a UFMT tem atualmente o conceito 4. Myrian disse que a universidade busca a avaliação máxima, mas esbarra na falta de recursos para apoio à pesquisa, à extensão e ao ensino de qualidade, para a conclusão de obras de salas de aula e laboratórios, para compra e manutenção de equipamentos, e para contratação de pessoal.

A contratação de professores e técnicos para novos cursos de medicina em Rondonópolis e Sinop, e também para o campus de Várzea Grande, chegou a ser pactuada com o governo, mas as vagas não foram disponibilizadas para concurso público. A unidade de Várzea Grande, aliás, segue funcionando na estrutura da Capital.

“Professores e servidores técnicos superam este cenário de restrição e atuam exaustivamente para cobrir falhas que não são de sua responsabilidade. A gestão pública precisa ultrapassar os mandatos, cumprir os compromissos assumidos, em todos os níveis, sob pena de recomeçarmos o país, o Estado e municípios e instituições públicas a cada 4 anos”, afirmou a reitora.

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Comentários (13)

  • Cuca | Segunda-Feira, 06 de Maio de 2019, 10h26
    7
    2

    Criança um dia cresce e precisa continuar seus estudos. Todos os níveis de escolaridade são importantes para uma sociedade avançar. Só o ranço e a ignorância justificam esse ataque a instituições públicas de ensino tão sérias e que formam profissionais e cidadãos há décadas.

  • nilton | Segunda-Feira, 06 de Maio de 2019, 09h37
    7
    2

    hummmm e cortar a manutenção do ensino particular pagando alunos via FIES ninguém toca né? dai atinge donos de faculdades particulares querem é acabar com as Federais isso sim triste governo

  • alexandre | Segunda-Feira, 06 de Maio de 2019, 08h38
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    Daqui a pouco até peido vai ser taxado de fascista e homofobico, pior que o povo da esquerda, nem sabe o que é isso, só repete jargão, Maduro tem uma postura fascistas e não ouço um pio da esquerda, pelo contrario o PT apoia que blindados passem por cima da população. vai tirar do ensino superior e investir no fundamental, tem analfabetos funcionais chegando no ensino médio..

  • Vanessa | Segunda-Feira, 06 de Maio de 2019, 08h30
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    1

    Nos comentários, só consigo ver um monte de pessoas frustradas porque não conseguiu ingressar no ensino superior público. As universidades estão ai desenvolvendo inovação científica e tecnólogas para o nosso país. Meu filho estuda na UFMT, e quem conhece de verdade essa instituição, sabe o quão ela é importante para a nossa região.

  • Leila | Segunda-Feira, 06 de Maio de 2019, 07h22
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    Que tristeza ver os comentários fascistas e homofóbicos após a matéria. Pessoas que por seus escritos nem sabem o que é universidade e que demonstram não ter nenhuma educação e nem são bem alfabetizados.

  • Ligia Geo Oliveira | Domingo, 05 de Maio de 2019, 21h13
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    Eu apoio o presidente, ele está certíssimo, já estava na hora de por ordem na casa. Cortem essas bolsas que vocês dão, como bolsa alimentação e outras, que sobra dinheiro. Me desculpem mais essas bolsas só servem para patrocinar um monte de gente que nem precisa. E o ensino na UFMT esta uma porcaria faz muito tempo, os professores mais velhos estão cansados e os novos o conhecimento é de terceira. Fazer uma reciclagem nos servidores vai ajudar bastante. A UFMT esta sucateada à muitos anos, o novo governo está consertando os lastimáveis assintes do governo que não fez absolutamente nada para melhorar a UFMT para que pudesse proporcionar ao aluno que quer estudar e ser um excelente profissional uma universidade com um ensino de qualidade.

  • Jedinaldo | Domingo, 05 de Maio de 2019, 19h23
    3
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    Uai, não eram vocês que foram para as ruas defendere este governo do PSL?

  • Joao da roca | Domingo, 05 de Maio de 2019, 19h16
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    ESSAS UNIVERSIDADES FEDERAIS VIRARAM UM PROSTIBULOS E TRAFICANTES E DROGAS INFELIZMENTE PROFESSORES COMENDO ALUNOS PROFESSORES GAYS DANDO PRA ALUNOS EM TROCA DE BOAS NOTAS PROFESSORAS LESBICAS APROVEITANDO DAS NIFETINHAS TEM QUE ACABAR MESMO

  • Bianca Ribeiro | Domingo, 05 de Maio de 2019, 18h43
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    A grande maioria das faculdades pesquisam a mesma coisa, havendo pouco ou nenhum aproveitamento pela sociedade. Outro fato segundo a própria Folha de SP. as pesquisas são feitas isoladamente com recursos praticamente das universidades publicas, além de incidir em "altos custos financeiros não se efetivam com a extensão universitária".

  • João Bosco | Domingo, 05 de Maio de 2019, 18h29
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    8

    Respondendo aos gênios das redes sociais: 1. Cerca de 95% da produção científica vem das universidades públicas, ou seja, esse papo de parceria com a iniciativa privada é balela. 2. João, a universidade pública é paga, e muito bem paga, através dos impostos de todos. Até criança consegue entender isso. 3. Ana, deixar de investir em universidade é tão genial quanto ficar doente e se recusar a tomar remédio. Pelos comentários vai se descobrindo da onde vem os votos que fizeram um sujeito como esse se tornar presidente. Apenas vergonha alheia e muita. Uma sociedade minimamente capaz de pensar bateria de frente contra um governo que faz constantes ataques contra Educação. E que foi eleito com mentiras como kit gay e mamadeira de p*****. É o fim do mundo.

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