Um menino de 2 anos morreu ontem (25) em Cuiabá, após ingerir Itambezinho Chocolate. Segundo informações preliminares, além do menino, a mãe e um tio também beberam e chegaram até a unidade hospitalar passando mal.
A situação levou a Vigilância Sanitária a solicitar, nesta sexta (26), a interdição cautelar de todos os produtos desta marca que sejam do lote de fabricação de 25/05/16 com validade até 21/11/16.
Conforme o órgão, a vítima morreu cerca de uma hora após ingerir o produto e chegou à unidade de saúde em convulsão. O lote investigado é MA 21:18. “Tal medida se faz necessária devido o risco sanitário implicado e em decorrência da denúncia recebida pelo serviço de verificação de óbito”, diz trecho de Memorando Circular emitido pela secretaria Estadual de Saúde.
Por meio de nota, a Policia civil disse que a Delegacia Especializada de Defesa da Criança e do Adolescente (Deddica) instaurou inquérito para apurar as causas da morte da criança.
A mãe D.C.S, 28, informou que seu filho R.C.S.S, 2 anos, tomou a bebida, por volta das 9 horas, na residência da família, no bairro Parque Cuiabá. Ela contou que o filho estava há dois dias resfriado, soltando coriza pelo nariz, mas sem febre.
Conforme a mãe, o menino pediu algo para comer e, então, deu uma caixinha do achocolatado, da marca Itambé. Minutos após ingerir o líquido, o menino teria apresentado falta de ar, ficando com o “corpo mole e com princípio de desmaio”. A criança foi levada para atendimento na Policlínica do Coxipó, onde por cerca de uma hora os médicos tentaram reanimá-lo, mas ela não resistiu e foi a óbito.
A mãe relatou que bebeu um pouco do achocolatado e também passou mal, sentindo tonturas e náuseas, assim como o tio da criança, que chegou a ser encaminhado à uma unidade hospitalar.
A liberação do corpo foi realizada pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), junto ao Serviço de Verificação de Óbito, do Hospital Universitário Julio Muller, na Capital.
Perícia
Foram apreendidas cinco caixas do achocolatado da marca Itambezinho, sendo três fechadas e duas abertas - uma vazia, por ser a ingerida pela vítima. A mãe declarou que ganhou as cinco caixinhas de um vizinho, que não foi localizado para dar mais informações.
O material foi encaminhado para o Laboratório Forense da Politec, que irá realizar análises do produto e também exames com amostras colhidas da criança em exame de necropsia.
A Polícia Civil aguarda a conclusão do laudo, mas já iniciou as oitivas para apurar as circunstâncias do fato, sob coordenação do delegado titular da Deddica, Eduardo Botelho.(Com Assessoria)
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