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“ENSINO PÉSSIMO”

CRM-MT acusa MEC de punições brandas e cobra aprovação do Profimed no Senado

Ao todo, 537 alunos do curso de medicina realizaram a prova no estado

Da Redação

O presidente do Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT), Diogo Sampaio, afirmou, nesta quarta-feira (21), que o resultado abaixo do satisfatório em universidades particulares de Mato Grosso, no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) comprova a péssima qualidade do ensino aplicado aos estudantes de Medicina: “Muita gente está correndo risco de vida e isso está claro”.

Sampaio destaca que o Ministério da Educação (MEC) foi brando ao classificar as instituições que atingiram nota 3 como minimamente aceitável e, mesmo assim, um em cada três estudantes é formado por universidades reprovadas pela pasta. “É um índice baixíssimo se comparado com as avaliações realizadas em outros países. O ideal é que apenas os cursos com nota 4 - que significa que pelo menos 75% dos alunos tiveram um bom desempenho - seja aceito como algo satisfatório”, destacou o presidente do Conselho, que classificou a prova como uma avaliação com questões de baixo nível de exigência.

Divulgação

Diogo Sampaio, presidente, CRM-MT

O presidente do CRM-MT, Diogo Sampaio

“Temos denunciado isso há muito tempo e, agora, temos um dado objetivo que comprova esta situação, apresentado pelo governo que nada faz de efetivo para garantir que os novos médicos formados tenham um conhecimento mínimo para atender a população. Muita gente está correndo risco de vida e isso está claro”, disparou Sampaio.

Segundo ele, para impedir efetivamente que estudantes formados sem o conhecimento mínimo consigam o registro profissional e estejam aptos a exercerem a profissão, é necessário a imediata aprovação do Projeto de Lei que institui o Exame Nacional de Proficiência em Medicina (Profimed), que é obrigatório para a concessão do registro aos novos médicos. A proposta está em tramitação no Senado. 

“É preciso que este projeto seja aprovado o quanto antes e que a prova, ao contrário do que está no texto, seja aplicada imediatamente. Na forma atual da redação, apenas alunos que ingressarem no curso de Medicina após a vigência do Profimed é que precisarão fazer o exame, fazendo com que tenhamos, por seis anos, um grande número de pessoas sem a formação adequada recebendo seus registros e atuando normalmente”, sustentou o presidente do CRM-MT, que coordena o Grupo de Trabalho criado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) para tratar do tema.

Para tentar impedir que os acadêmicos de Medicina, que não atingiram a nota mínima, obtenham seus registros, o CFM iniciou as tratativas para a elaboração de uma resolução que faz com que estes estudantes tenham que ser novamente avaliados antes de serem liberados para exercerem a profissão. “O próprio MEC afirma que 13 mil alunos não são proficientes, o CFM não pode ficar inerte com essa informação. Esta é uma medida para proteger a população destes maus profissionais”, acrescentou Diogo.

Enamed em MT

Conforme publicado pelo , a Universidade de Cuiabá (Unic) e o Centro Universitário Estácio do Pantanal (Unipantanal), tiveram notas 2 e 1, respectivamente, no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed). As instituições de ensino devem sofrer medidas cautelares previstas pelo Ministério da Educação.

Entre as consequências listadas na apresentação disponibilizada pelo MEC estão o procedimento de supervisão e medidas como impedimento de ampliação de vagas, suspensão de novos contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), suspensão da participação no Programa Universidade para Todos (Prouni), redução de vagas para ingresso - para cursos com conceito 2 - e até mesmo a suspensão de ingresso de novos estudantes, para cursos com conceito 1.

Por outro lado, a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), campus Cuiabá e Sinop, e a Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) receberam notas 4, atingindo o nível satisfatório do exame. Já o Centro Universitário de Várzea Grande (Univag) e a Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) alcançaram conceito 3.

Ao todo, 537 alunos do curso de medicina realizaram a prova no estado.

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Comente esta notícia

Eduardo 22/01/2026

Universidades viraram antro ideológico e deixaram de ser instituições de ensino. O resultado chegou. Para aliviar a própria culpa, o MEC passa a mão na cabeça dos reprovados, minimiza sua incompetência e azar o seu de topar com um plantonista desse quando precisar.

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Marcos 21/01/2026

Como entender essa preocupação com medicina, vocês concederam CRM para cursos da Bolivia e Paraguai onde a avaliação é menos que zero.

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2 comentários

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