Cuiabá completa 303 anos nesta sexta (8). Mas a Cuiabá de 303 anos é muito diferente daquela Cuiabá de 290 anos. Em 2009, foi anunciado que a capital mato-grossense seria uma das sedes da Copa do Mundo de 2014. Em seguida, foram prometidas obras estruturantes, para que a cidade pudesse receber o maior evento da Fifa. De certa forma, o “pacotão das obras” revolucionou a mobilidade urbana da cidade – ou era isso que se esperava.
Há 13 anos, o caos se instaurou no trânsito cuiabano, com engarrafamentos em diversos pontos da cidade nos horários de pico. Canteiros e árvores da falecida Cidade Verde também se foram.
Passada a alegria do futebol, ficou a “herança maldita”: o tão prometido e esperado Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) nunca chegou e deixou os cuiabanos a ver navios. A obra inacabada começou em 2012 e nunca foi entregue, custando ainda R$ 1,066 bilhão aos cofres do estado de Mato Grosso.
O governador Mauro Mendes (União Brasil) prometeu durante sua campanha de 2018, que daria um fim ao imbróglio do VLT. Em dezembro de 2020, jogou a última pá de terra no modal: anunciou o abandono das obras e implemento o BRT (corredor de ônibus rápido).
Contudo, o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), judicializou a mudança do modal. Ele alegou que o Governo do Estado não ouviu os municípios sobre a tomada da decisão, mas acabou derrotado na Justiça. E lá se foram mais dois anos de espera.
Enquanto isso, o motorista e o usuário de transporte público continuam penando todos os dias. Atualmente, os maiores “gargalos” no trânsito ocorrem nas avenidas Fernando Corrêa, Miguel Sutil, do CPA e Rui Barbosa.
Conforme dados da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob), 350 mil veículos estão registrados em Cuiabá. Em média, 200 mil pessoas usam diariamente o transporte público – o número teve uma redução, por conta da pandemia.
Os gargalos e suas mudanças
Segundo o secretário interino de Mobilidade Urbana, Ewerton Rodrigo de Souza, algumas obras recentes foram conduzidas pela prefeitura para destravar o trânsito. Como por exemplo, o viaduto da Avenida das Torres Juca do Guaraná.
Para outras situações, como a rotatória do Círculo Militar, na Miguel Sutil, a administração municipal iniciou o processo para a construção de uma trincheira no local.
“O prefeito já autorizou a licitação de duas trincheiras. Uma compreende a Avenida Lava Pés, para conseguir melhorar o tráfego do Santa Rosa, e outra no sentido do Círculo Militar. São um viaduto e uma trincheira. Na mesma Miguel Sutil, temos o Centro de Eventos do Pantanal, seria um viaduto ali”, explica.
Já na Fernando Corrêa, o trânsito trava em frente ao 9º Batalhão de Engenharia de Construção (9º BEC) e na Rodovia Palmiro Paes de Barros. Para os dois casos, a solução viável foi o alargamento da pista. O projeto aguarda audiência pública até o fim de abril.
“Outra região que também entrega no mês de aniversário de Cuiabá, é a Avenida dos Trabalhadores, próximo do bairro Santa Inês, até o bairro Planalto. Esse trecho vai ser entregue com ciclovia e duas vias, com iluminação nova”.
BRT x VLT
Sobre o entrave do BRT e VLT, os dois projetos continuam no papel. Entretanto, o governo estadual já fez a licitação do BRT e promete o início das obras o mais breve possível. Ainda assim, a questão judicial continua travada. “Como toda capital, a prefeitura tem que ter outro modal. Em 300 anos, não se planejou nada lá trás”, lamenta o secretário.
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Glauber 08/04/2022
Construa viadutos mais modernos, com vãos largos e poucos pilares, como a Ponte do Atalaia ou viadutos estaiados como o que foi construído em Curitiba, se o objetivo não for somente resolver os gargalos do transito, mas também melhorar os aspecto visual da capital.
Caio Oliveira 08/04/2022
Publique! Povo burro, pois sabemos da história das funerárias que são duas... Do transporte público, a mesma... Agora o povo aceita VLT, manter a nesma merda de sempre, gupros políticos agradecem os trouxas. CUIABANO GOSTA DE ESTRANGEIROS... .
2 comentários