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ALTO RISCO

Cuiabá registra aumento nos focos de infestação do mosquito aedes aegypti

Conforme o levantamento publicado pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), a Capital do estado está com classificação de alto risco devido a infestação de focos do Aedes Aegypti

Maryelle Campos

Um levantamento realizado entre 26 e 30 de janeiro de 2026, que inspecionou 11.271 imóveis de Cuiabá, apontou para o cenário de infestação do mosquito Aedes aegypti. A Capital está com classificação de alto risco para surtos de doenças como dengue, zika e chikungunya. Os dados fazem parte do 1º Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), divulgado na última sexta-feira (20), pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS). 

Davi Valle

combate ao Aedes aegypti Cuiab�

 

O relatório foi publicado no mesmo dia em que foi confirmada a primeira morte por chikungunya no país. A vítima era do município de Vila Bela da Santíssima Trindade. O documento mostra que apesar da redução nos casos de dengue, zika e chikungunya no estado, em comparação com o mesmo período de 2025, há uma contradição com os dados da LIRAa. 

O levantamento demonstrou que dos 27 estratos - divisões da Capital conforme a metodologia -, 19 apresentaram alto risco e 8 apresentaram médio risco. Nenhum deles foi classificado com baixo risco. A análise ainda mostrou que os criadoros do mosquito transmissor foram encontrados predominante em depósitos de água desprotegidos com 40,5%, e seguida nos lixos descartados irregularmente, com incidência de 23,1% e em recipientes como vasos e pratos, com 22,1%. 

Bairros com infestação do Aedes aegypti

Reprodução

Aedes aegypti

 

Conforme o Índice de Infestação Predial (IIP) que mede o percentual de imóveis com focos do mosquito, os bairros que concentram os maiores riscos são Distrito da Guia e  Sucuri. Ambos estão localizados na região oeste e com 15,6 de IPP. Junto a essa lista estão também os bairros da região norte, como: Nova Canaã 3ª Etapa, Nova Canaã 2ª Etapa, Nova Canaã 1ª Etapa, Res. Parana, Três Barras, Colina Verde, Jd. Umuarama, Altos da Glória e1º de Março com 9,2 de IPP. 

Ainda na região norte, o relatório destacou outros bairros com 9 de IPP, entre eles: Res. Bosque dos Ipes, Res.Paiaguas, Jd. Itapuã, Três Poderes, Chico Mendes, Altos de Cuiabá, Paraisópolis, Jd. Florianópolis, Jd. União, Silvanópolis, Jd. Vitoria, Altos da Chapada, Cond. Jd. Vitória A e B, Cond. Brisas da Chapada e o Centro Político Administrativo.

Alerta de surtos 

O IPP abaixo de 1,0 ponto significa baixo risco, enquanto entre 1,0 e 3,9 significa médio risco, já acima de 9,0 aponta para o alto risco. O documento chama atenção para a participação da população na eliminação de criadouros do mosquito, sobretudo durante o período de chuvas, que tem atingido o estado. 

"Dada a ampla distribuição do vetor, é indispensável a vigilância contínua entre poder público, setor privado e sociedade civil para mitigar o risco de uma nova Emergência em Saúde Pública", afirma o levantamento. 

Com a divulgação dos dados, a Prefeitura de Cuiabá mobilizou 280 agentes nesta segunda-feira (23), em um mutirão intersetorial de combate às arboviroses, com eliminação dos criadouros e com início na região norte. Os bairros com maior risco de infestação serão priorizados. A açaõ faz parte do Plano de Combate Intersetorial Contra as Arboviroses 2026, que definiu um cronograma até o mês de maio. 

 

 

 

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