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NOVO LOCAL DE DESCANSO

Cuiabá terá um novo cemitério na região do CPA com licitação prevista para maio

Allan Pereira

Gilberto Leite

Cemitério

Cemitério Bom Jesus, na região do Coxipó, em Cuiabá, fica distante para moradores de outras áreas da cidade enterrarem seus entes queridos

O secretário municipal de serviços Urbanos, José Roberta Stopa, confirmou ao que "até maio, no máximo", irá lançar o edital de licitação de cemitério para atender a região do CPA, em Cuiabá, que é carente do serviço. Isto por que os únicos cemitérios em operação na cidade estão na região sul, do outro lado da cidade, para quem mora na parte norte. “O edital tem objetivo muito claro de atender esta região”, disse.

A Prefeitura conseguiu o aval para fazer a concessão de um novo cemitério, no final do ano passado, pela Câmara dos Vereadores. O projeto é do vereador Juca do Guaraná (Avante), que justificou que é desumano uma pessoa percorrer até 22km para enterrar um ente querido. No documento, o parlamentar apontou que o empreendimento vai atender 21 bairros e 200 mil moradores.

“Se morre uma pessoa no CPA, ela tem que passar do outro lado da cidade (para enterrá-lo)”, concorda Stopa. Na área urbana, somente dois cemitérios aceitam novos sepultamentos em jazigos, que estão em regiões praticamente opostas à região do grande Centro Político. Um deles é o São Gonçalo, localizado no bairro de mesmo nome, que é público e isento de taxas para enterros. Já o segundo é o Parque Bom Jesus de Cuiabá, no bairro Parque Cuiabá, que é privado.

““Se morre uma pessoa no CPA, ela tem que passar do outro lado da cidade (para enterrá-lo)””

José Roberto Stopa, secretário municipal de Serviços Urbanos

Além destes dois, Cuiabá tem outros 34 cemitérios, sendo três concedidos e os demais espalhados em áreas rurais. Os concedidos são Piedade, Porto e Coxipó da Ponte. São os maiores da Capital e recebem 45 mil visitantes em dias de Finados, segundo projeções da Cuiabana Administradora de Cemitérios, empresa que reúne concessionárias que administram os locais de descanso dos cerca de 20 mil sepultados. Porém, nenhum deles recebe novos enterros – a não ser familiares que já possuem jazigos.

O São Gonçalo e o Parque Bom Jesus são os únicos em operação, mas ficam cerca de 18km distantes da região norte, se tomarmos o Ginásio Verdinho, entrada do bairro do CPA, como ponto referência. Por isso, o cemitério na parte norte de Cuiabá é esperado pelos cuiabanos. Isto por que será o primeiro desde a expansão da área na década de 1970, após a transferência do Centro Político para esta parte da cidade.

Segundo Stopa, será também o segundo cemitério privado da Capital, como o Parque Bom Jesus. Um dos pré-requisitos é que a empresa, e não a prefeitura, terá que comprar o terreno para explorar o serviço, que precisará ainda passar pelo aval do Executivo. “A gente só delimita os locais”. Além do terreno, o edital deve avaliar preço e melhor projeto arquitetônico.

“Obviamente, a empresa tem que deixar um percentual para Prefeitura para àqueles que não têm condições financeiras, mas a característica dele é privado. Nós damos o perímetro que ele pode adquirir a área na licitação. Dentro dali, tem que adquirir uma área de tamanho que possa ser aprovado cemitério”, acrescenta.

Rodinei Crescêncio / RDNews

Quadro - novo cemit�rio de Cuiab�

Quadro mostra que localização do novo cemitério fica exatamente no lado oposto da cidade em relação ao Cemitério Parque Bom Jesus de Cuiabá

O tamanho mínimo, segundo o secretário, é de 5 hectares, o equivalente a 50 mil metros quadrados, ou cinco campos de futebol. No novo cemitério, também funcionará um crematório. Stopa ressalta que o cemitério deve ser levantado no limite da cidade, como aos fundos do bairro Jardim Vitória, Novo Paraíso ou Três Barras. “Tem que ser em uma área que não seja tão distante, mas que também tenha espaço necessário para que se faça algo de qualidade e atenda a toda a população”.

Prazo de concessão do cemitério é de tempo indeterminado, de acordo com o secretário. “É uma concessão um pouco diferente de outros serviços. A empresa vai gerenciando dentro da política da prefeitura, mas não é aquela concessão por 5 anos ou 10 anos, como parques e praças. No término do período, a prefeitura pode dizer esse prédio é meu. No cemitério, não. O prefeito não pode falar isso porque tem gente ali enterrada. Mexe com o social”.

O novo cemitério, porém, deve começar a operar após prazos da licitação e preparação do terreno para o empreendimento. Segundo Stopa, para quem vencer a licitação, os primeiros anos serão de investimento e pouco lucro, pois, para ter o retorno, é preciso ter uma quantidade de pessoas enterradas ou cremadas. “Mas a projeção de (lucro) é de 5 a 8 anos”. A prefeitura não deve dar contrapartida no serviço.

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ILDO DA SILVA 01/02/2020

A prefeitura nao devia deixar o mesmo grupo que comanda este setor em Cuiaba, tudo que e associado ao setor funerario, esta ligado a essas pessoas, nao tendo concorrencia e a populaçao pagando sempre mais caro e da forma como eles querem, a falta de concorrencia, faz muito mal a sociedade.

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JJota 01/02/2020

Esse é um pleito antigo desde quando morava no CPA, mudei no início da década de 90, mas era assunto comum nas rodas com amigos. Mas parece que o assunto saiu da pauta há muito tempo, pois sempre que andou por lá não ouço ninguém mais comentar.

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2 comentários

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