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RETIRADA DE APARELHOS

Delegado descarta existência de indústria da multa e defende radares: Maior aliado

O assunto veio à tona com a decisão da Prefeitura de Várzea Grande de retirar os 20 radares de velocidade nas avenidas do município

Geovanna Torquato

O delegado Christian Cabral, da Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito, defendeu nesta semana que os radares eletrônicos de velocidade não são inimigos da população. Em entrevista ao programa Entre Elas, da rádio CBN, o delegado argumentou que a arrecadação da “indústria da multa”, como muitos chamam, é mínima perto do total do que é arrecadado no orçamento total. 

O assunto veio à tona com a decisão da Prefeitura de Várzea Grande de retirar os 20 radares de velocidade nas avenidas do município a partir dessa segunda-feira (12). A medida é uma promessa de campanha da prefeita Flávia Moretti (PL) e, até esta terça-feira, 10 aparelhos já foram retirados. 

Rodinei Crescêncio

delegado deletran christian cabral

Além disso, o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) determinou uma auditoria nos sistemas de radares de Cuiabá e Várzea Grande. O objetivo é investigar a suposta “indústria das multas”, verificando a destinação do valor arrecadado e o volume de multas aplicadas. 

“O radar é nosso maior parceiro, nosso maior aliado no combate à violência no trânsito. O que vai fazer diferença entre um acidente com baixa lesividade ou letalidade e um acidente com alta lesividade ou letalidade é, exatamente, a velocidade”, argumentou o delegado. 

Cabral explicou, também, que o sistema de radar eletrônico, se fosse tão rentável, não representaria uma pequena parcela de tudo que é recolhido pelo poder público. 

“Toda indústria é estabelecida com o fim de produzir riquezas. Se o radar fosse uma indústria da multa, essa indústria já estaria falida milhares e milhares de vezes, porque o que se arrecada com as multas dos radares é uma fração ínfima do que o poder público, que é o dono da indústria, gasta em todas nas outras áreas”, detalhou. 

O delegado ainda enalteceu a função educativa dos aparelhos, com o fim de corrigir os hábitos dos cidadãos em alta velocidade, desrespeitando os limites vigentes nas vias.

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dalva 14/05/2025

o problema é retirar o radar e o pessoal pe de chumbo querer avoar , esse é o problema, pq e mcuiaba vg, os motoristas a grande maioria nao tem educacao no transito.

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Xico Luna 14/05/2025

Nascimento, o há radar que diz 40 por hora. Como a montadora pode fazer um veículo com velocidade de apenas 40 KM por hora? Tu és desmiolado hein?

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Professor 14/05/2025

Eu tinha um carro por volta do ano 2000, quando instalaram radares em Várzea Grande. Fui uma vez lá com o referido carro. Mas surgiram dezenas de multas, inventada durante uns seis meses. Fiz uma grande defesa, me deu um trabalho louco, um constrangimento terrível, pois a raiva de me ver roubado ultrapassava o limite da razão. Ainda bem que cancelaram. O carro atual que tenho, quando fui licenciar este ano, tinha duas multas de Brasília, sendo que tenho ele há 08 anos e nunca fui a capital do Brasil com ele. Tive de pagar o que não devia, para efetivar o licenciamento. Ora, isso significa que existe indústria da multa sim!

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Waldney 14/05/2025

Indústria da multa só se a pessoa produzir a multa. Se existem placas indicando que há limite de velocidade naquele trecho, por que a pessoa vai acelerar? Como já disseram, populismo barato, quero ver quando começar a morrer gente.

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walter liz 14/05/2025

populismo barato e que não soma nada para a coletividade essa "briga" contra os radares, é uma minoria reincidente em multas que mais reclama, seja por imprudência ou distração , respeitando as leis do transito dificilmente ira levar multa pra casa.

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Nascimento 14/05/2025

Se não quiserem as multas, basta obrigar as EMPRESAS MONTADORAS que limitem a velocidade alcançadas pelos veículos ao limite máximo de velocidade permitidas no Brasil. Agora se nossa velocidade máxima permitida é 120 km horas e autorizam a fabricação de carros que atinjam 300 km hora, vão esperar o que???

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Cidadão cuiabano já multado evidentement 13/05/2025

Parabéns ao Delegado, fala coerente e baseada em dados.Industria da multa é fala de político populista referendando conversa de roda de boteco.

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7 comentários

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