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CRIME BRUTAL

Família de Emelly realiza ato no Parque das Águas e cobra justiça; Abilio presente

Vítima foi atraída por uma mulher identificada como Nataly Hellen Martins, que segue presa

Gabriel Rodrigues

Familiares da adolescente Emelly Beatriz Azevedo Sena, que estava grávida de nove meses e foi assassinada a sangue frio em Cuiabá, realizaram um ato pedindo justiça pela jovem, na tarde deste sábado (22), a partir das 16h, no Parque das Águas, na Capital. Ela foi atraída por uma mulher identificada como Nataly Hellen Martins Pereira, que a matou para roubar seu bebê. Ela confessou o crime e segue presa.

Reprodução

Pedido de Justiça - Caso Emelly

O ato contou com a presença do prefeito Abilio Brunini e primeira-dama e vereadora, Samantha Iris, ambos do PL. Além dos familiares e representantes da Prefeitura, amigos e populares que se solidarizam com a situação, marcaram presença. Eles usaram camisas estampadas com o rosto da adolescente. 

Os familiares e amigos fizeram um minuto de silêncio, seguido de uma oração. Eles também soltaram balões brancos. "É possível justiça dos homens para a Emilly? Se não for... A justiça divina-Jesus-já está vindo! Ora vem, Senhor Jesus! Preparemo-nos", defendeu a família em faixa estendida.

Reprodução

Pedido de Justiça - Caso Emelly 2

O caso

Emelly Azevedo Sena desapareceu no dia 11 de março, por volta das 12h, após sair de casa, no bairro Eldorado, em Várzea Grande e avisar a família que estava indo para Cuiabá buscar doações de roupas de bebê. O celular parou de funcionar e a família saiu em procura dela, realizando um boletim de ocorrência às 22h.

Na quarta-feira à noite, Nataly e o marido dão entrada no hospital com uma bebê, alegando que o parto teria sido realizado na residência. A equipe médica desconfiou do caso, pois a mulher não tinha indícios de puerpério. Exames apontaram que a mulher não esteve grávida recentemente e que a criança seria de outra mãe.

Na quinta-feira (13) pela manhã, o corpo de Emilly foi encontrado em uma cova rasa, com pernas e braços amarrados, asfixiada com um fio no pescoço e um corte de faca na barriga, sem o bebê.

Na investigação, a Polícia Civil descobriu que a bebê que estava com Nataly era a filha da adolescente. Quatro suspeitos foram conduzidos, entre eles o marido de Nataly, mas os três foram liberados, tendo permanecido presa apenas a mulher. A investigação aponta que Emelly ainda estava viva quando teve o bebê arrancado do ventre. Os cortes foram precisos e certeiro no útero, não tendo atingido outros órgãos. 

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