Indígenas da etnia Enawenê-nawê denunciam saúde precária nas aldeias em Juína (a 734 km de Cuiabá) e foram até o Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) para pressionar o coordenador da unidade, Aldi Gomes, cobrando providências. Eles ameaçam retirá-lo do cargo caso os problemas no atendimento da saúde na comunidade não sejam resolvidos. A equipe atende a céu aberto, sofre com falta de medicamentos e saneamento precário e não tem água potável.
"Faltam ambulâncias para atender os pacientes. As viaturas não estão funcionando. Contêineres foram doados por uma empresa colocou, mas já estão todos sucateados e não foram adaptados para funcionar como consultório. Já faz tempo que está acontecendo isso e viemos pedindo socorro. Mas não tem resposta", explicou a liderança indígena Daliyamase Enawene.
São cerca de 1.300 indígenas na comunidade. Entre as reivindicações, eles pedem um lugar para atendimento, pois a equipe atende a céu aberto, medicamentos e saneamento básico
"Faltam poços artesianos para ter uma água potável, não tem projeto lá. Uma empresa colocou um em um local só pra fazer comida. Na comunidade, a água está sendo contaminada pelos venenos das lavouras. Além disso, estamos com infestação de ratos por todas as casas e isso tem deixado crianças e adultos doentes, mas não temos atendimento", pontuou.
As equipes médicas estão alojadas a 20 km de distância da aldeia, o que dificulta chegar no local, já que estão sem a viatura da Saúde. "Usamos alguns veículos emprestados quando conseguimos, e mesmo assim, a estrada está muito precária, não tem segurança para o motorista, nem para o paciente", afirmou Daliyamase.
De acordo com as lideranças, os documentos e manifestações já foram protocolados com os pedidos. Além disso, o coordenador já foi citado. No entanto, não houve nenhuma solução. Os indígenas afirmam que, caso não seja cumprido, mais pessoas irão até o Dsei para retirar Aldi do seu cargo.
"Queremos saber onde estão os recursos, o dinheiro público, para resolver esses problemas", explicou.
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Enfermeira Edilene kokama 21/01/2025
Vocês parentes estão certíssimo, se não tem boa gestão , tem que vê como pode melhorar, porque isso é um problema antigo, só sabe das dificuldades que mora nas comunidades indígenas, atenção primária sem condições básicas não podem alcançar as metas nas assistências de saúde seja na área da enfermagem, seja nas consultas médicas, nós atendimentos odontológico, em a equipe toda ficam prejudicadas em realizar uma boa assistência de saúde. Parabéns parentes. As rotatividades de profissionais também é um problema grave.
Enfermeira Edilene kokama 21/01/2025
Na verdade falta gestão, respeito, e valorização para nossos profissionais indígenas e não indígenas, devemos manter os indígenas que trabalham bem e não trocar , rotatividade deles prejudica as estratégias e as ações na assistência de saúde na atenção primária. Falta apoio , e respeito para quem trabalha e para quem precisa da assistência de saúde.
Henrique Freire 20/01/2025
Ameaçam retirar do cargo.. olha só, vai algum grupo da sociedade apenas pensar em retirar alguém de um cargo, já vai pra cadeia.. os poves originares podem fazer o que bem entenderem, ninguém ousa parar eles, nem na esfera estadual nem federal. A causa deles é válida, e tem toda a razão em reclamar, mas precisam cumprir as leis da sociedade também.
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