O major do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT), Leilson Meira Vieira, foi afastado do Comando do 4° Batalhão em Sinop (a 480 km de Cuiabá) após ser alvo de denúncias por suposto abuso sexual contra uma estagiária durante as funções laborais. O caso teria ocorrido em maio e, depois que o caso veio à tona, outras vítimas teriam aparecido, entre elas uma médica e uma enfermeira, relatando episódios de abuso supostamente cometidos pelo militar.
Conforme apuração, o caso envolvendo a estagiária teria ocorrido quando o major supostamente trancou a vítima dentro de uma sala, onde ela teria sido coagida. A vítima, no entanto, teria conseguido fugir e pedir socorro. A guarnição que estava em serviço teria presenciado o major sem as calças quando socorreram a estagiária.
Apesar do suposto ato ter sido presenciado por outras pessoas, o major não foi preso por não ter ocorrido um flagrante. Ainda conforme as informações, após 20 dias do suposto fato, duas mulheres procuraram ajuda e denunciaram casos semelhantes sobre abuso sexual. Uma delas é uma médica de um hospital em Sinop.
Diante dos fatos, no dia 16 de maio, a Corregedoria-Geral do CBMMT publicou uma portaria instaurando uma investigação para apurar as circunstâncias e fatos denunciados que demonstram “condutas incompatíveis com a profissão de bombeiro militar”, como diz trecho do documento.
No dia seguinte, o major foi afastado do posto de comandante do 4º Batalhão, conforme portaria assinada pelo comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Alessandro Borges Ferreira, uma vez que a presença do militar investigado "no mesmo local do âmbito das ocorrências poderia gerar constragimentos para as testemunhas e possíveis vítimas, podendo, portanto, dificultar a investigação necessária para a perfeita apuração da situação em questão".
Outro lado
Em nota de esclarecimento, nesta terça-feira (02), o CBMMT informou que instaurou uma sindicância para apurar a conduta do major no dia 17 de maio deste ano. Confira, abaixo, a nota na íntegra:
"O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso informa que tomou conhecimento do cometimento, em tese, de conduta inapropriada envolvendo um membro da Corporação e de imediato instaurou um procedimento apuratório – Sindicância, na data de 17 de maio de 2024.
O bombeiro militar investigado foi afastado de suas funções e o procedimento segue em andamento para apurar as denúncias apresentadas.
A investigação segue todos os procedimentos legais e regulamentares aplicáveis, garantindo que todas as partes envolvidas tenham a oportunidade de apresentar seus relatos.
O Corpo de Bombeiros Militar continua empenhado em conduzir a apuração de maneira justa e imparcial e ratifica que não coaduna com condutas inadequadas dos membros da corporação".
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OBSERVADOR 03/07/2024
Isso está cheirando a uma baita duma armação contra o comandante, talvez tenha batido de frente com alguém ou alguns!!!
Henrique Freire 03/07/2024
Não é passar pano, longe disso, mas e se for um complô para culpar ele? Lembram do Marcius Melhem? Depois se provou que ele estava sendo vítima de vingança, mas a reputação pessoal e profissional já tava no lixo. É necessário ter provas das acusações, aí sim, que se faça justiça.
paulo diants 02/07/2024
O BOMBEIROS, ULTIMAMENTE, É UMA VERGONHA SÓ.
Joaquim Silva 02/07/2024
Se fosse um praça, já teria sido preso, e logo seria expulso.. como é um oficial, já foi muito de conseguirem trazer a público isso, certamente o corporativismo vai poupar o homem, se é que é culpado mesmo. Que a verdade apareça e a justiça seja feita, após as provas e o julgamento.
4 comentários