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Deputada federal Rosa Neide, estadual Janaína Riva e presidente da Ordem dos Advogados em MT, Leonardo Campos
A OAB em Mato Grosso e as deputadas Janaína Riva (MDB) e Rosa Neide (PT) se manifestaram, nesta terça (21), por meio de nota, contra a contratação goleiro Bruno Fernandes, de 35 anos, para jogar no Operário de VG. Bruno é condenado por matar a ex-namorada Elizia Samudio, em 2010, e ocultar o cadáver.
Janaína Riva aponta que "não é normal" que Bruno volte aos campos de futebol, após matar a ex e não confessar o crime ou dizer que se arrependeu. "Eu sei que muita gente vai dizer que a lei permite, que devemos seguir aquilo que está na lei e que fatos como esse devem ser considerados “normais”. Pra mim não é normal!”
Ela também acha, assim como grupo de mulheres que protestaram na porta do estádio, onde havia jogo do Operário, à noite, acha que um feminicida, ainda que tenha cumprido pena, não pode virar ídolo. "Um símbolo de que é possível matar e retomar sua vida como se nada tivesse acontecido. Um homem frio que deixou uma criança sem mãe, que nunca se desculpou com a sociedade, jogar no nosso amado Mato Grosso... chega de feminicídio! Estamos fartas de sermos estatísticas! #BRUNONAO".
Rosa Neide afirma que, por causa dos crimes, Bruno deve ser "tratado com mais rigor e não como se fosse um ídolo, que merece ser disputado por clubes de futebol".
Para ela, o futebol tem uma função social, que ultrapassa a questão esportiva.
A Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso também manifestou seu repúdio. Mais branda, a instituição defende a ressocialização e da reinserção no mercado de trabalho de reclusos. Mas escreve que, “além do sistema judicial cada cidadão e cidadã também está submetido ao sistema social”.
A Justiça de Minas Gerais já deu a autorização para Bruno vir a Várzea Grande e jogar pelo Operário. A data da vinda, porém, é incerta. O primeiro jogo do clube várzea-grandese é às 20h30, desta terça (21), no estádio Dito Souza, também em VG. Mais cedo, às 19h, grupo de mulheres também vão lá protestar contra a contratação do goleiro.
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romildogoncalves@hotmail.com 23/01/2020
ESSA PROFª. NÃO É AQUELA QUE ESTAVA BATENDO CONTINÊNCIA PRO ADOLF HITLÊ ESTES DIAS NA CAMARA FEDERAL? UMA CARA DE TAXA DESSA VEIA SEM NOÇÃO NÃO? E A MÍDIA NÃO DISSE NÃO, SERÁ PQ. ELA É TÃO INSIGNIFICANTE ASSIM COMO REPRESENTES DO PT?
Marisa 22/01/2020
Gostaria de saber se essas mulheres sentem a mesma indignação ao ver Elize Matsunaga (que matou e esquartejou o esposo - um dos herdeiros da Yoki) levando uma vida de cidadã comum. Gostaria de saber se a indignação é seletiva (algo típico de feminista). Bruno cumpriu a pena determinada pela Lei. Se alguém está errado não é o Operário, mas a Lei.
Geraldo Andrade 22/01/2020
Matar não é somente aquele que executa. quem manda, quem permite, quem provoca a morte do outros, quem tira os direitos dos outros, quem rouba o dinheiro do outro, quem recebe propinas, quem rouba sonhos, quem rouba o tempo do outro com promessas vazias, também são assassinos diretos ou indiretos e Não somente o que sujou a mão. Esse ainda foi condenado e está pagando pelo ato. A tristeza é a lei não aplicada a todos os demais infratores. Muitos ganhando paginas sociais e cargos nos poderes. Chamados de homens de bem e colarinho branco. Só será idolatrado se alguem assim fizer.
alexandre 22/01/2020
Porque as mulheres petistas não cobram, o mesmo comportamento do lula ? que ele pague a sentença, igual o Bruno e nunca mais dispute a politica, porque dois pesos e duas medidas ?
ROBSON JOSÉ 22/01/2020
Realmente Fernando, você tem toda razão, a OAB não se mostrou contra, fiz até um comentário sobre a matéria, e para ser justo retiro a parte onde me refiro o presidente da OAB/MT. O título da matéria nos leva a confundir. Parabéns pela observação.
MOSSUETO 22/01/2020
O Bruno, já foi um grande ídolo, mas hoje está impedido de exercer esse titulo pois estará dando mau exemplo aos seus admiradores, ou seja, a juventude vai ver que pode fazer um monte de bobagens, mas como é ídolo, tudo isso fica para trás e não é por ai, pois os ídolos tem que transmitir bons exemplos, mesmo na adversidade os bons modos tem que aparecer, fez a merda, sim, então tem que haver o arrependimento, mostrar aos sogros onde encontrar os restos mortais da filha, para que seja feito um sepultamento descente, um pedido de perdão aos mesmos, pois errar todos nós erramos, agora nada disso foi feito, como a sociedade pode dar a ele uma nova chance?
ROBSON JOSÉ 22/01/2020
Não entendo a deputada Rosa Neide, se o futebol tem uma função social, como ela mesmo disse, então entendemos que ressocializar uma pessoa também é uma função social, isso quer dizer que o Operário está fazendo o que é certo. Muitos me criticam quando eu comento esse caso aqui, achando certo o que está sendo feito, isso não quer dizer que sou a favor de quem comete crimes, principalmente como esse que dizem que o Bruno cometeu, tem que pagar mesmo, mas não podemos condenar uma pessoa pelo resto de sua vida, e mais, ele está amparado pelas Leis brasileiras, já passou pela cadeia, nada a contestar. A profissão desse cidadão é jogar futebol, ele tem que recuperar a sua vida é dentro da sua atividade profissional, é justo. Ser a favor da recuperação de quem cometeu crimes não é ser a favor da criminalidade, muito pelo contrário, quando você recupera um criminoso, naturalmente você poderá estar evitando o cometimento de outros crimes. Esses políticos e o presidente da OAB sabem disso e precisão para de demagogia barata.
Fernando 22/01/2020
Na nota da OAB não existe momento algum algo indique posição contraria a contratação, o que a OAB disse foi que a pessoa que comete um crime acaba respondendo não só judicialmente, mas sim tbm perante a sociedade no qual está inserido, a nota do site deveria ser corrigida, pois a OAB se mostra favorável a ressocialização, sem preconceito a profissão exercida pela pessoa que será reinserida no mercado de trabalho.
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