O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), e o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) visitaram o Largo do Rosário, conhecido popularmente como Ilha da Banana, na tarde desta quinta-feira (10), para acompanhar o início das obras de revitalização da área. O local aguarda há mais de uma década uma destinação definitiva, após a desapropriação e a demolição parcial de imóveis iniciadas em 2012 para implantação de um novo transporte coletivo.
Emanoele Daiane
Prefeito Abilio Brunini e governador Otaviano Pivetta durate vistoria na Ilha da Banana
A demolição dos imóveis remanescentes teve início na terça-feira (8), sob determinação da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra). Os serviços abrangem a remoção das estruturas, a limpeza e o nivelamento do terreno, sob a execução da empresa Habit Construções e Serviços Eireli. A empreiteira foi contratada pelo valor de R$ 731 mil e terá prazo de 60 dias para concluir os trabalhos.
A revitalização do Largo do Rosário é considerada estratégica para a recuperação da região central de Cuiabá, devolvendo ao espaço uma nova função e contribuindo para a melhoria do ambiente urbano. A área, de aproximadamente 5,9 mil metros quadrados, permaneceu por anos cercada e sem utilização, acumulando lixo e entulhos e sendo associada a problemas de segurança.
A chamada Ilha da Banana carrega um histórico de intervenções que se estende por mais de uma década. A área foi inicialmente incluída no projeto de implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e, posteriormente, passou a integrar o lote do BRT do Coxipó. Ao longo dos anos, desapropriações e disputas judiciais resultaram na retirada e demolição de grande parte dos imóveis existentes.
Conforme publicado pelo
, os escombros também carregam memórias de famílias que testemunharam a transformação da Capital nos séculos XX e XXI e ajudaram a moldar a antiga cuiabania. A professora aposentada Cecília Arlene de Moraes, de 70 anos, morou no Largo do Rosário durante 30 anos e se emocinou ao falar do lar que o pai e a mãe constuíram do zero no fim da década de 1950.
Em 2012, ela e a mãe cederam os imóveis da família pelo valor oferecido pelo Governo do Estado convencidas de que faziam um “sacrifício” em prol do desenvolvimento da cidade e do interesse coletivo. Com os escândalos de desvios de verbas que se sucederam e o atraso na implantação do modal, veio a frustração.
“Aí eu me pergunto, a casa foi demolida, tudo foi demolido, e aí? Porque as famílias dali pensaram: ‘Poxa, vai ser o VLT, vai ser uma coisa boa’. Eu me perguntei o que meu pai faria, ele aceitaria? Aí, conversando com outros vizinhos, pensamos: ‘Vai ser algo importante, uma mobilidade urbana para Cuiabá. Nós vamos melhorar aquela região’. Então chegamos à conclusão de que era realmente para um bem comum”, declarou ao
.
Rodinei Crescêncio/RDNews
Professora aposentada e ex-moradora do Largo do Rosário, Cecília Arlene de Moraes
Mudança de rumos
Segundo a Prefeitura de Cuiabá e o Governo do Estado, a retirada das estruturas remanescentes abre caminho para uma nova etapa. Três moradores ainda permanecem na área. Em um dos casos, existe acordo de desapropriação e a saída deve ocorrer em breve. Outro imóvel, de aproximadamente 570 metros quadrados, depende da liberação de valores definidos judicialmente para a conclusão do processo de desapropriação.
Segundo a Sinfra, a Ilha da Banana não integra mais o projeto do BRT. A área passa a ser tratada dentro de uma nova perspectiva de ocupação e recuperação urbana, com a elaboração do projeto de revitalização do Largo do Rosário.
Também participaram da visita os secretários municipais Jhonny Everson (Secretário Municipal de Cultura), Elisangela Fernandes Bokorni (Secretária Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano), José Afonso Botura Portocarrero (Secretário Municipal de Planejamento e Desenvolvimento Urbano) e Felipe Tanahashi Alves (Diretor Geral da Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos).
Entre na comunidade do Rdnews no WhatsApp e acompanhe as notícias em tempo real; Acesse








dalva 11/09/2026
e se um dos moradores nao quiser sair, nao é obrigado a sair...o imovel é particular e o dono pode cobrar um valor absurdo pq o imovel é dele.
1 comentários