O Santuário de Elefantes Brasil (SEB), localizado em Chapada dos Guimarães (a 67 km de Cuiabá), classificou como um movimento político a decisão da Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT) que suspendeu, de forma cautelar, a autorização para a entrada de novos elefantes na instituição. Em nota pública, o Santuário afirmou que a medida resulta de pressões externas e de uma campanha antiga de descredibilização contra santuários, intensificada após a morte das elefantas Kenya e Pupy, ocorridas em 2025.
“Após a morte da elefanta africana Kenya, a máquina antissantuários reagiu com entusiasmo - algo por si só repulsivo - e essa perda trágica passou a ser usada para alimentar uma campanha antiga de descredibilização dos santuários. Há relatos de que pressões políticas significativas estão sendo exercidas sobre órgãos reguladores por pessoas com interesses diretos em determinados elefantes que atualmente estão sob ações judiciais, com o objetivo de impedir que esses animais sejam transferidos para o santuário”, aponta o SEB.
Santuário Elefantes Brasil
Pupy (a esquerda) e Kenya (a direita) fotografadas dentro do Santuário Elefantes Brasil
Conforme publicado pelo
, a suspensão foi anunciada pela Sema após investigação conduzida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) sobre as mortes das duas elefantas. Na ocasião, o próprio Ibama reconheceu que os elefantes que chegam ao santuário, em sua maioria, são idosos, com histórico de maus-tratos e comorbidades, o que dificulta estabelecer relação direta entre os óbitos e eventual manejo inadequado, embora o caso siga sob investigação.
Segundo o órgão estadual, o SEB seguirá com licença vigente, mas não poderá receber novos elefantes até a análise de informações adicionais sobre protocolos de biossegurança e padrões éticos de manejo. A decisão foi expedida em 23 de dezembro e divulgada no início de janeiro, com prazo de 60 dias para apresentação da documentação solicitada.
Na nota, o SEB afirma que acolhe fiscalizações rigorosas, mas critica o que considera um tratamento desigual. “Para resolver a denúncia, está sendo exigido um nível de detalhamento que supera o adotado por qualquer outra instituição de cuidado animal na América do Sul”, aponta a instituição, que afirma ainda já ter apresentado, em fiscalizações anteriores, toda a documentação agora exigida e defende que investigações desse tipo sejam aplicadas de forma consistente a todas as instituições que mantêm elefantes sob cuidados humanos.
A entidade também menciona a atuação da Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil (AZAB), apontada como um dos grupos envolvidos na denúncia. O SEB afirma que havia se reunido recentemente com representantes da entidade para discutir transparência e possíveis visitas técnicas, deixando claro que o foco do santuário é o bem-estar dos elefantes e não a retirada indiscriminada de animais de zoológicos.
“Embora os representantes da AZAB tenham demonstrado abertura e receptividade durante a conversa, ainda assim optaram por essa ação - uma ação que não atinge apenas o nosso santuário, mas mina deliberadamente o trabalho e a missão de santuários em todo o mundo”, declarou o SEB.
Cobrança por isonomia
O Santuário de Elefantes Brasil anuncia que já acionou advogados para adotar medidas legais contra a disseminação de informações que considera falsas e lançou uma petição para que órgãos reguladores investiguem, com o mesmo rigor aplicado ao SEB, casos de elefantes que morreram prematuramente ou seguem em condições inadequadas em outras instituições.
“O que pedimos é uma fiscalização justa, imparcial e igualitária. Se o processo for realmente técnico, o mesmo nível de responsabilização deve ser aplicado a todas as instituições”, afirma o SEB, ao defender que a transparência e o bem-estar animal sejam o foco central das ações de controle ambiental.
Veja, abaixo, a nota do SEB na íntegra:
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Anne 08/01/2026
Não sei pra que tanto escândalo E só uma medida de fiscalização e cautelar da semana? Quem não deve Não teme E bom a sema olhar com profundidade essas mortes dos animais
alex r 07/01/2026
São 4 animais que faleceram nessa instituição !!!! Até ai seria normal... porém leiam os laudos de 2 mortes a exemplo: 1 faleceu por ingerir espinhos ou seja alimentação e cuidados inadequados ... 2 - morreu sem tratamento devido a doença pulmonar ... Quantos elefantes tem que falecer para encher o bolso de alguém com PIX?? Isso não é santuário é abatedouro ! ME prove o contrário !! PQ esse texto só reforça meus argumentos !!! Até a SEMA estão atacando!
2 comentários