CONTEÚDO

Segunda-Feira, 24 de Julho de 2017, 13h:45 | Atualizado: 25/07/2017, 08h:33

Contas Públicas

Secretário de Fazenda admite chance de aumentar impostos em MT, mas diz que governo tenta evitar

Fablicio Rodrigues

Gustavo Oliveira

 Segundo Gustavo Oliveira, governo atua  para evitar qualquer aumento de impostos

O secretário estadual de Fazenda, Gustavo Oliveira, revelou que o Governo do Estado não descarta a possibilidade de aumentar impostos como o ICMS para equilibrar as contas públicas. A medida seria tomada para conseguir “dinheiro novo” para áreas deficitárias como a saúde, que enfrenta dificuldades de financiamento e chegou a acumular dívida de R$ 162 milhões.

Apesar de admitir a possibilidade, Gustavo afirma que o Executivo trabalha para evitar o aumento de impostos. Por isso, a medida deve ser adotada quando todas as alternativas estiverem esgotadas.

“Aumentar impostos tem reflexo para todo mundo. Tem reflexo para o transportador, para as prefeituras, para os órgãos públicos. Em geral, não é uma medida desejada, mas se esse for o caminho para manter serviços de saúde, depois dos ajustes nas contas públicas e dos cortes, vamos debater com a sociedade”, declarou Gustavo, em entrevista à Rádio Capital FM, na manhã desta segunda (24).

O eventual aumento de impostos seguiria o exemplo do governo federal. Na semana passada foi anunciada a elevação do Pis Cofins que incide sobre os combustíveis justamente com a justificativa de equilibrar as contas públicas.

Gustavo ainda afirma que a sociedade precisará decidir que ser cortes nos serviços de saúde ou contribuir com mais recursos para garantir o funcionamento do setor. No entanto, ainda classifica como indesejado qualquer aumento de impostos. 

“A análise que nós fazemos é que realmente qualquer medida de aumento de impostos nesse momento traz um aumento de custos indesejados. A sociedade quer um corte nos serviços de saúde ou quer mais recursos emergencialmente para fazer esses serviços funcionarem?”, questionou o secretário sem deixar de lembrar que o Governo do Estado está buscando ajuda da União para financiar o setor. 

Além disso, Gustavo lembra que uma das alternativas em debate para angariar novos recursos é o aumento de R$ 0,11 no Fethab cobrado sobre o óleo diesel. De acordo com a Assembleia, o reajuste garantiria mais R$ 300 milhões ao ano para financiar a saúde.

Segundo Gustavo, esse reajuste seria a CPMF do Estado. Ressalta também que a decisão não está tomada e que o governador Pedro Taques (PSDB) está ouvindo a sociedade e priorizando os cortes de gastos em todas as áreas da gestão estadual.

“Existe essa proposta da Assembleia de aumentar o ICMS ou o Fethab sobre os combustíveis, que agora já estão onerados por conta da decisão do governo federal, para fazer financiamento especial e eventual para saúde. Seria nossa CPMF aqui no Estado. Um recurso tributário carimbado para ir para área da saúde. A decisão ainda não esta tomada”, concluiu Gustavo, enfatizando que medida não será tomada de forma unilateral pelo Executivo e depende da aprovação da Assembleia.

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Comentários (4)

  • joaoderondonopolis | Quarta-Feira, 28 de Fevereiro de 2018, 20h51
    0
    0

    Taques não tem peito de mexer com os poderosos do agronegócio. A população tem que observar os tubarões do agronegócio pro lado que eles penderem, a população tem que ser contra os preferidos dos tubarões.

  • claudir | Quarta-Feira, 17 de Janeiro de 2018, 16h30
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    1

    Que tal mandar um monte de funcionários públicos pra rua e cortar gastos ao invés de aumentar impostos ? Lição de casa, o cabide público onde o colaborador trabalha só um período ? Qual empresa privada sobreviveria trabalhando assim ? Faço tais perguntas que todos sabemos das respostas. Onde o governo põe a mão a coisa não anda, a não ser em se tratando de aumento de impostos....

  • claudir | Quarta-Feira, 17 de Janeiro de 2018, 16h30
    0
    1

    Que tal mandar um monte de funcionários públicos pra rua e cortar gastos ao invés de aumentar impostos ? Lição de casa, o cabide público onde o colaborador trabalha só um período ? Qual empresa privada sobreviveria trabalhando assim ? Faço tais perguntas que todos sabemos das respostas. Onde o governo põe a mão a coisa não anda, a não ser em se tratando de aumento de impostos....

  • alexandre | Segunda-Feira, 24 de Julho de 2017, 14h59
    19
    0

    que tal cortar a isenção fiscal do agronegócio, em vez de aumentar impostos pra toda a população ?

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