O presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), Endrigo Dalcin, repudiou o aumento da alíquota dos combustíveis anunciado no final da última semana e que já estão vigorando. “Isso mostra mais uma vez a ineficiência dos governos estaduais, municipais e federal na gestão pública”, declara.
O governo federal anunciou na última quinta (20) que as alíquotas que incidem sobre a gasolina, diesel e etanol iriam aumentar. As altas, que impactam toda a cadeia, da refinaria até os postos, já são sentidas pelos consumidores. O combustível, em Cuiabá, subiu a média de R$ 0,60, valor acima do previsto pelo governo de R$ 0,40, no caso do álcool, conforme constatado pela redação.
As alíquota subiram de R$ 0,3816 para R$ 0,7925 para o litro da gasolina e de R$ 0,2480 para R$ 0,4615 para o diesel nas refinarias. Para o litro do etanol, a alíquota passou de R$ 0,12 para R$ 0,1309 para o produtor. Para o distribuidor, a alíquota que antes era zerada, aumentou para R$ 0,1964.
Endrigo disse que o setor da agricultura recebeu com pesar o anúncio e lembrou que o principal modal de transporte da produção de Mato Grosso é rodoviário.
“Somos campeões mundiais em custo de produção e toda a vez que você aumenta imposto, acaba onerando e tirando a vantagem competitiva do país, além de tirar a rentabilidade, que já está baixa nessa safra, de muita gente. Estamos em um momento de colheita de milho que se utiliza muito combustível. Esse aumento significa roubar diretamente da rentabilidade do produtor”, defende.
O representante reclama da falta de controle de gastos dos governos, disse que a população e o setor produtivo não têm mais condições de pagar mais impostos e que a sociedade precisa “dar um basta nisso”.
Ele explica, ainda, que não existe nenhuma alternativa para os efeitos do anúncio e que invariavelmente os produtores serão impactados daqui algum tempo com aumento no preço dos fretes, por exemplo. Ele comenta que nas próximas semanas deverão ser realizados alguns cálculos sobre o tamanho do rombo causado pela alta na tributação.
“Não tem como driblar o imposto porque ele veio diretamente na veia da produção. Nosso principal modal, que é o rodoviário, utiliza o óleo diesel, semelhante ao caso das fazendas, nas máquinas agrícolas. Praticamente 80% do óleo diesel consumido em Mato Grosso é referente a agropecuária. Então não tem o que fazer”, finaliza.
O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural e Bicombustíveis do Estado de Mato Grosso (Sindipetróleo/MT) é outra entidade que já havia avaliado negativamente o aumento da tributação.
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Pedro 26/07/2017
Enquanto o pobre paga imposto, o produtor de soja não paga um centavo de ICMS, e ainda tem os benefícios de financiamento sem juros, compra de carro sem impostos, e ainda não pagam o FUNRURAL. O Estado é ineficiente na medida em que permite essa injustiça social.
Ednaldo Fragas 26/07/2017
A falta de controle de gastos dos governos, e com isso a população e o setor produtivo não têm mais condições de pagar mais impostos e que a sociedade precisa dar um basta nisso. Grande verdade.
Joao Mattias Neto 26/07/2017
Mas como diz o nosso ilustre Presidente: " O POVO VAI ENTENDER" Tá na hora de um basta rápido. Será????????
alexandre 25/07/2017
Infelizmente é pra manter o luxo dos Poderes...
Tairone 25/07/2017
Fazer o que se até os deputados e senadores de MT parceiros da aprosoja apoiaram o aumento de impostos
rui alberto wolfart 25/07/2017
É o Estado que não cabe mais no Orçamento. Em 1986 a carga tributária era de 16% do PIB. Hoje chega a 40% do PIB e, faltam recursos para o chamado Contrato Social (Constituição), no qual os cidadãos consentem em pagar impostos, mas em troca deveriam receber atendimento pleno em Educação, Saúde e Segurança. Minimamente, não? É o desafio para 2018, ano eleitoral e divisor de águas.
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