O prefeito de Cuiabá Abilio Brunini (PL) prometeu solicitar à Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc) um novo relatório sobre a situação das famílias que estão ocupando a região do Contorno Leste. Além disso, admitiu a possibilidade da Prefeitura comprar o terreno onde as famílias estão alojadas, com valor estimado em R$ 20 milhões, para regularizar a situação.
Ocorre que manhã desta segunda-feira (30), centenas de pessoas que ocupam o terreno na região do Contorno Leste se reuniram na Praça Alencastro, em frente à Prefeitura para protestar contra a falta de moradia. Com faixas e cartazes, pediam para Abilio resolver o déficit habitacional de Cuiabá.
“A gente tem que pedir uma reanálise, porque o último relatório apresentado pela Secretaria de Assistência Social do Estado aponta que poucas famílias teriam direito à regularização fundiária do local”, disse Abilio, que saiu do gabinete situado no 7º andar para dialogar com os manifestantes. “Então, pedi que eles façam um novo relatório e que façam uma avaliação. Que a Assistência Social vá lá novamente, são muitas crianças, muitos idosos... Que faça o levantamento adequado e a partir disso dê um novo norte”, completou o gestor.
Sobre a compra do terreno, Abilio admitiu que a Prefeitura não dispõe de R$ 20 milhões para essa finalidade. No entanto, pontuou que o problema pode ser solucionado com emendas parlamentares.
“Acredito que a Assembleia Legislativa deveria participar desse processo, que a Câmara dos Deputados, os senadores, deveriam participar e ajudar a gente a ter os recursos adequados para comprar. Por mais que a gente consiga o recurso para comprar, se a Assistência Social do Estado identificar que não precisam, a gente vai ter o recurso, mas não vai poder doar para as pessoas. Por isso, é necessário primeiro a Assistência Social fazer seu trabalho e depois os deputados estaduais e federais ajudem a gente”, completou.
Relatório
O relatório da Setasc, divulgado na semana passada, aponta que somente 172 das 2.594 famílias identificadas na ocupação do Contorno Leste atendem aos critérios de vulnerabilidade social e são elegíveis para programas assistenciais do Governo do Estado. Entre os ocupantes do local haveria empresários, trabalhadores com carteira assinada e até servidores públicos, perfis que não se enquadram como beneficiários prioritários de políticas sociais.
Já os manifestantes afirmam que há mais de 5 mil pessoas na região do Contorno Leste. Nos pronunciamentos, contestaram a alegação de que há poucas famílias em vulnerabilidade ocupando o terreno.
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