A reunião desta quarta (28) do conselho de Previdência do MT Prev foi marcada por divergências quanto à situação da isenção à alíquota de 14% aos aposentados e pensionistas com doenças graves. O governador Mauro Mendes (DEM), que preside o conselho, e o desembargado Orlando Perri, representante do Judiciário discutiram durante a reunião (veja o vídeo no final da matéria).
Convocada por Mauro, a reunião tinha como objetivo revisar a última deliberação do Conselho que aprovou a proposta de isentar até o dobro do teto do INSS, que é de R$ 6,1 mil, ficando em R$ 12 mil a faixa de isenção aos aposentados com doenças raras como ELA e Doença de Crohn. O valor foi muito maior do que o havia sido enviado pelo Executivo o que levou o governador, munido de um parecer da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), a pedir a revisão.
Mas o pedido não agradou aos conselheiros e Perri subiu o tom o debate logo que iniciou a discussão, cerca de uma hora depois do horário marcado, quando os conselheiros esperavam a presença do governador que cumpriu outra agenda.
“Fui tomado de sobressalto sobre a pauta porque se trata de revisitar um tema já aprovado”, disse Perri. Ele ainda explicou entender se tratar de matéria preclusa, já aprovada e criticou duramente o retorno da proposta, após o parecer da PGE. “Eu não vou me subordinar ao parecer do procurador de estado”, declarou.
Ao ter novamente a palavra o governador argumentou ser sua prerrogativa encaminhar projeto à Assembleia, uma vez que, no seu entender, mesmo aprovado em conselho, o texto só irá ao Legislativo pelas mãos do Executivo.
“Não vou abrir mão das minhas prerrogativas como governador e vou respeitar as normativas legais. Vamos cumprir as normativas e elas dizer que cabe ao governador propor atos normativos com relação à previdência e se temos que cumprir com a legislação, vamos cumprir neste item também”, asseverou.
Porém ele também foi contrariado quanto ao posicionamento. Perri respondeu que as prerrogativas “são de vetar o que entender”, porém o controle de constitucionalidade poderia ser exercido pela AL ao votar e pelo governador ao vetar o projeto.
“Matérias já aprovadas, não podem ser revisitadas. Imagine se aprovamos uma matéria e daqui duas ou três sessões teve parecer da PGE fala que o tema esbarra na constitucionalidade. A Procuradoria não é o STF para ter palavra única e dizer se o tema é constitucional ou não, nem ministro do Supremo quando vota tem a palavra única”, disse Perri.
No mesmo sentido, o representante dos segurados da Defensoria Pública, Djalma Sabo Mendes, apontou que as decisões do Conselho de Previdência deveriam seguir para o Legislativo.
“O senhor governador faz o controle quando é ato exclusivo do senhor. Neste caso aqui nós somos um colegiado, este é um ato complexo, ou seja, não é um ato somente do governador e sim a deliberação. O senhor não está incorrendo em ilegalidade por ser um ato complexo, que é a vontade deliberada. O controle de constitucionalidade será feito pelo senhor e pela AL”, manifestou.
Depois das discussões, o governador tentou retirar de pauta o pedido, mas foi convencido a colocar em votação. Por maioria, os conselheiros decidiram não reavaliar a decisão. Além do governador, foram favoráveis apenas Jose Domingos Fraga (representando AL), Ronaldo Ribeiro (conselheiro substituto TCE) e Rogério Borges (Defensoria).
Ao concluir a votação, o governador alertou que a decisão de rever as decisões é vinculante e que, em futuros casos, irá cumprir á risca a posição tomada não colocando temas já votados sob revisão.
Assista o vídeo de trecho da reunião
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Vovô 29/07/2021
Dr. Orlando Perri tenho muita admiração pelo seu trabalho agora muito mais vc é uma autoridade competente o tal do Mauro acha que ele quem apenas um homem que do pó veio e do pó voltará a mão de Deus vai pesar sobre as autoridades que sacrifica o povo então Mauro muito cuidado só existe um só Deus
SEU DITO .. 29/07/2021
FORA GOVERNADOR ARROGANTE ALTORITARIO ....ELEIÇÕES ESTÃO PROXIMAS ....
Bruno José Ricci Boaventura 29/07/2021
Parabéns Desembargador Orlando Perri e demais Conselheiros, nesse dia se fez história e não será tão logo esquecido por todos os servidores e servidoras que dependem dos proventos de aposentadoria para comprar remédios e para possibilitar o tratamento de saúde. Vida longa aos que lutam por Justiça. Verdadeiramente dignos sãos os homens e as mulheres que não deixam de atender os clamores dos enfermos, dos órfãos e das viúvas.
joao 29/07/2021
Ano que vem é a data certa para tirarmos o bicudinho do Paiaguás (bicudinho como diz o comentarista Aquilino).
cidadão 29/07/2021
MM é um ditador, ele se acha demais, não respeita os poderes, a ALMT VIROU PUXADINHO DELE. E outra, ele é vaidoso não aceita outras opiniões. Não há mínima condições de ser governador de um Estado.
Januário 28/07/2021
Diante do Perry virou um estagiário, um amador no conhecimento do Direito.
Rosenwal Rodrigues dos Santos Presidente 28/07/2021
O Sr. Governador tem que parar de ser menino mimado e aceitar a derrota. Prova é que, se os senhores deputados votam matéria que lhe contrariam e ou derrubam vetos, ele menospreza o parlamento. O governo de MT não é seu como vc com suas empresas. Não confunda público com privado. E não se esqueça governador, nem todos dizem amém.
Suelene 28/07/2021
O CERTO SERÍA POR NA CADEIA AQUELES POLÍTICOS QUE AROMBARAM A PREVIDÊNCIA, NÃO, NÃO, NÃO SEQUESTRAR OS SALÁRIOS DOS SERVIDORES EM 14%.
Pexoto 28/07/2021
Este governador é fraco mesmo, ainda bem que vai vazar em 2022.
joaoderondonopolis 28/07/2021
O certo seria isentar do desconto de 14% todos os servidores, aposentados e pensionistas, com doença cardíaca, diabetes, quem está fazendo tratamento contra o câncer, pessoas que tem parente na família com estas doenças, pessoas com problemas renais, pulmões e próstata aumentada.
10 comentários