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ELEFANTE BRANCO

Após 6 anos, Mauro anuncia o fim do "pesadelo" do VLT e a mudança para BRT

Allan Pereira e Andhressa Barboza

Após seis anos sem conclusão, o governador Mauro Mendes (DEM) anunciou que não vai concluir as obras do Veículo Leve sobre Trilho (VLT), paradas desde 2014. A opção é pela mudança total do projeto e a implantação do sistema de ônibus de trânsito rápido, o chamado BRT.

“A melhor solução para dar um fim nesse pesadelo é a mudança do modal de VLT para BRT. É a melhor opção técnica e econômica para que nós possamos acabar com esta obra parada”, disse em coletiva à imprensa, na tarde de hoje (21), no Palácio Paiaguás. 

Antes de anunciar a mudança para o público, o governador se reuniu com a Prefeitura de Cuiabá e Várzea Grande. Estavam presentes a prefeita Lucimar Campos (MDB) e o vice eleito do prefeito Emanuel Pinheiro, o atual secretário José Stopa, assim como o secretário de Mobilidade Urbana da Capital, Antenor Figuereido. Ninguém criticou a mudança e vão levar as decisões para seus respectivos Executivos para análise.

Gilberto Leite/Arquivo

VLT

Mauro destacou que ao assumir o Governo, recebeu como pendência as obras paralisadas para a Copa de 2014. “Algumas terminamos”, disse. O exemplo é a Centro Oficial de Treinamento (COT) da UFMT e as obras da avenida do córrego do Barbado. “A última obra relevante era o VLT”.

“Nós gostaríamos de termos tomado essa decisão no ano de 2019. Não foi possível. Quando nós começamos a trabalhar e compreender os problemas que estavam envoltos nessa decisão, no segundo semestre de 2019, percebemos que os problemas eram muito mais complexos”.

Estudos técnicos

O fim do VLT só foi possível depois que uma das oito ações, a que determinava a rescisão contratual com o Consórcio responsável pela implantação e trens, transitar em julgado no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Em seguida, o Governo contratou novos estudos para verificar a viabilidade do modal. “Nós temos mais de mil e quatrocentas páginas de documentos e estudos, que subsidiou a nossa decisão”, disse Mauro.

Em seguida, Mauro apresentou um comparativo entre dois cenários. O primeiro é a conclusão do VLT, e segundo se mudasse para o BRT. O sistema de ônibus tem muito mais vantagens que os trens, entre os motivos, por ter a tarifa mais barata, o custo de implantação seria menor e mais rápido, risco jurídico menor, teria menos impactos e atenderia mais moradores de Cuiabá e Várzea Grande.

R$ 546 milhões em financiamento

Para implantar o VLT, o Governo de Mato Grosso já pagou R$ 1,066 bilhão ao consórcio VLT (empresas CR Almeida e a espanhola CAF), que era responsável pela obra, e mais de R$ 546 milhões em juros e amortizações do financiamento feito para tornar o modal uma realidade em Cuiabá.

As obras do VLT foram iniciadas em 2012 e estão paradas desde dezembro de 2014. O orçamento inicial para implantação do modal é de R$ 1,477 bilhão.

O modal engloba duas linhas uma delas ligando o aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, à avenida do CPA, na Capital, e outra do Porto até a avenida Fernando Corrêa.

O contrato com o consórcio foi rompido governo no final de 2017 após a Operação Descarrilho - deflagrada pela Polícia Federal em agosto do mesmo ano - que apontou indícios de irregularidades no acordo. A delação do ex-governador Silval Barbosa, que originou a operação, foi primordial para a suspensão contratual. Na delação, Silval admite ter recebido propina do Consórcio.

Segundo o governador Mauro Mendes essa conduta inedônia do Consórcio frente ao contrato fez com que perdesse em todos os recursos impetrados na Justiça contra o Governo do Estado e hoje o rompimento contratural está transitado em julgado.

Mauro relembrou que o BRT, que teria um custo de R$ 600 milhões, era o projeto inicial a ser adotado, mas foi mudado pelo VLT, que traria despesas na ordem de R$ 1 bilhão. “Então, essa subida abrupta de valor, ficou claro que houve pagamento de propina. Normalmente, pagamento de propina está atrelado ao valor do contrato. Os gestores públicos naquela época tinham aquele interesse. Houve então essa mudança de modal por que nunca foi apresentada nenhum argumento técnico, consistente e detalhado, que fundamentasse essa mudança”.

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Cuiabano de Rondônia 22/12/2020

A pergunta é quem são os donos das empresas de Ônibus de Cuiabá e várzea Grande? quem seria beneficiado com a mudança do modal? Srs os modais não são conflitantes estes são complementares, o Vlt leva grande parte da população em menor tempo para os terminais de transição aonde os Brts encaminham a população aos destinos/bairros, o VLT evita dentro das áreas centrais das cidades congestionamentos no transito e reduzem em grande parte a emissão de CO2 na atmosfera, cadê os ambientalistas que reclamaram da fumaça intoxicada pela queimada do pantanal? Vejo dizendo que são mais de 1000 pág. de estudos, estudos que interessam a quem? Srs. um plano diretor para uma metrópole tem que ser visionado para 30 anos à frente e não para quatro ou oito anos de uma gestão política, isso é sim agir com seriedade e visionar o futuro de uma população.

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Jedae 22/12/2020

Lucia, pequeno es tu. Pelo visto tem raiva do povo cuiabano. Pequeno é o lugar onde você foi parida. Mato Grosso hoje é essa potência por causa de Cuiabá. Aqui que você mata tua fome. Se teu barraco fosse tão bom, com certeza não teria vindo para o MT!

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Lucio Soares 22/12/2020

Parabéns governador!@ Cuiabá é cidade pequena. Pouca população. VLT teria que ser subsidiado. Pra que? Pra idoso e aborrecentes ficar passeando de graça? I guess not... VLT é para primeiro mundo, não para essa cidade pequena, de povo sem educação que anda sem máscara transmitindo coronavirus. Bem feito. Mauro Mendes será reeleito no primeiro turno!!!

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Família Shelby 22/12/2020

IN - COM - PE - TÊN- CIA ! DEPOIS QUEREM FALAR MAL DE UM PAÍS QUE LANÇA INTERNET 6G, ROBÔ NA LUA, E FEZ O MUNDO FICAR DE JOELHOS NA DEPENDÊNCIA DELES. EU, NA MINHA VISÃO, SÓ MUDARIA OS TRILHOS, PARA SUSPENSO. ENCHE DE PRÉ-MOLDADOS E PASSA ESSES VAGÕES POR CIMA. MASSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS, VIVA....... CONTINUEMOS COM A POLUIÇÃO, PARA UMA CIDADE QUE ESTÁ CADA DIA MAIS QUENTE !

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Delcio 21/12/2020

Dra Lúcia Nova Mutum, você como Doutora em Economia deve ser um fracasso. Por acaso tem algum artigo publicado em revista pelo menos nível A1 ou B1? Se Cuiabá com cerca de 620 mil habitantes é pequeno pra você, imagine o ovo deve ser Nova Mutum do 45 mil, não é mesmo?

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Glauter 21/12/2020

Flavio, pelo visto, de todos os comentários, o mais ingênuo é o teu. Meu camarada, ninguém esta discutindo que MT caiu num golpe, é obvio que ouve desvio de Riva e companhia na época, não é essa a discussão. A questão é que ja foram gastos 1 bilhão nessa obra e esse governador não quer aproveitar nada, jogando tudo que foi construído e adquirido na lata do lixo, dinheiro publico. Vários especialistas em mobilidade urbana como Rafael Detoni, José Picoli ja afirmaram que o VLT pra Cuiabá é viável, por meio de uma PPP. O estudo do governo MM é tendencioso, ele sempre foi contra o VLT desde a época que era prefeito de Cuiabá. O cara não tem bom senso, diálogo, toma decisões unilaterais, ele poderia muito bem aproveitar pelo menos uma das linhas ja projetada para se implantar o VLT e outra o BRT, dando mais opções ao sistema de transporte cuiabano, nem isso cara fez. Você acredita mesmo que o Consórcio VLT Cuiabá vai devolver 675 milhões, só por que o governador quer ou vai cobrar por meio judicial? Larga de ser ingênuo, rapaz!

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Ribeiro 21/12/2020

Até a região metropolitana do Cariri no estado do Ceará (composta de 6 municipios), somando no máximo 600 mil habitantes tem VLT; cidade de Santos/SP com 430 mil habitantes tem VLT. Região metropolitana de Cuiaba/VG com mais de 900 mil habitantes vai continuar com ônibus. Vergonha!

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Dra Lúcia Nova Mutum 21/12/2020

Mentira quem diz que Mauro Mendes prometeu terminar VLT. Nosso governador prometeu uma solução. E como doutora em economia concordo. Cuiabá é pequena de povo pequeno. BRT tá bom até demais para este povo gado que anda sem máscara transmitindo coronavirus, festa no parque das águas. Só idoso e aborrecentes (que não pagam passagem queriam VLT). Vão continuar de ônibus ok?

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Flavio 21/12/2020

Pelo que vi nos comentários, tem gente que ainda acredita que Cuiabá e VG tem condições de ter VLT. Não querem acreditar que foram enganados pelo Riva e companhia! É como uma pessoa que mora em barraco e quer possuir caminhonete importada. Acordem! MT caiu em um golpe!

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Dos Santos 21/12/2020

Um estado pujante, o maior exportar do pais, a economia que mais cresceu no país. E não consegue terminar um mero VLT na sua capital. Quanto retrocesso para uma capital de mais 300 anos.

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Juarez sodre 21/12/2020

Isso é uma piada, retrocesso puro. Sem contar que é uma safadeza pq na campanha esse senhor garantiu que ia terminar o VLT. Não duvide se daqui a algum tempo aparecer propina do pessoal da BRT pra alguns malandros da atual gestão. O mundo inteiro está saindo fora de veiculos que funcionam com combustível derivado do petróleo e aqui estamos indo na contramão. MARAVILHA.

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Lucas 21/12/2020

É isso ai, taca mais ônibus no povo, em 301 anos só teve esse opção, porque vai mudar agora, não é mesmo. Tudo que for baratinho, porcaria e de baixa qualidade, manda pra Cuiabá. Nós não precisamos ter Metrô, VLT, Trem, pra que? Nosso povo se contenta com pouco. Essas coisas deixa pra quando a gente viajar pra regiões Sul e Sudeste, ai a gente anda de VLT, Metrô, tira foto, guarda no álbum da família, como eternos caipiras do interior do país.

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Glauter 21/12/2020

Sem novidades, alguém esperava outra coisa, vindo de Mauro Mendes? Nesse e em outros pontos, Emanuel Pinheiro é muito melhor do que ele. Emanuel, pelo menos é um cara inovador, é um cara visionário, não tem medo de ser ousado quando se trata de obras publicas. Mauro Mendes é muito conservador, acha que VLT Cuiabá é muita coisa.

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Ribeiro 21/12/2020

É, pelo jeito venceu o retrocesso. É uma pena, Cuiabá e Varzea Grande perde a oportunidade de modernizar o seu sistema de transporte. Cuiabá, infelizmente, esta fadada a ser a eterna capital provinciana, por ter gestores que pensam muito pequeno.

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EDMAR AUGUSTO DE OLIVEIRA SILVA 21/12/2020

Tomara que resolva mesmo, esse buraco do Riva, Silval, Eder Moraes e ALMT virou de comédia pastelão, uma piada de mau gosto tremendo... O VLT já era inviável, depois que embolsaram a propina que f... o povo. Essa é uma vergonha que teremos que carregar por muitos anos... Infelizmente o VLT foi uma péssima opção, tomara agora que pelo menos plantem arvores, façam as trincheiras e viadutos necessários.

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Rogerio Gomes 21/12/2020

É silval tem razãom, a População elege politico com paletó furado, e querem reclamar dos políticos agora? kkkkkkkkkkkk, CORNO MANSO sei que existe mais ELEITOR MANSO, só aqui no MT, mesmo com video gravado do paleto furado, tem gente que não acredita e vota ainda nesses politicos KKKKK, taí o resultado mais dinheiro publico jogado no ralo, e querem reclamar? O povo que gosta de ser feito de palhaço kkkkkkkkkkkkk.

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Silval 21/12/2020

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk como eu amo este povo kkkkkkkkk mesmo com paleto furado tem quem vota kkkkkkkkk viva o STF e o povo que não nos deixa na mão, sempre nos elege kkkkkkkkk

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Martinha CPA 1 21/12/2020

Maravilhosa notícia. Os idosos, servidores públicos e estudantes que não pagam eram os únicos que defendiam essa besteira de VLT, pois trabalhadores iam subsidiar com seus impostos.

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18 comentários

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